A retirada de um ipê-branco do canteiro central de Chapada dos Guimarães chamou a atenção dos moradores. Eles publicaram vídeos e comentários nas redes sociais e questionaram se a árvore foi removida ou apenas realocada. A administração municipal iniciou um projeto de paisagismo e confirmou o plantio de 341 novas árvores ornamentais e frutíferas. A prefeitura afirmou que não cortou o ipê-branco e que realocou a árvore para outro ponto do mesmo canteiro. Mesmo assim, o debate continua, principalmente por causa da escolha das espécies substitutas e do custo estimado do projeto.
Reprodução: Fiquei Sabendo MT
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As espécies envolvidas e as críticas que surgiram
O projeto inclui a substituição ou realocação de espécies como o ipê-branco em benefício de palmeiras Fênix, primaveras, jabuticabas e oliveiras adultas, especialmente nas rotatórias e vias de acesso ao centro da cidade. Moradores protestaram contra a instalação de oliveiras – árvores típicas de clima mediterrâneo – no lugar de espécies nativas do Cerrado, como o ipê e o jacarandá. “A gente mora num cerrado lindo… ficaria lindo a entrada com ipê e jacarandá”, declarou uma guia de turismo em vídeo. Essa discussão evidencia um conflito entre estética urbana, arborização e identidade ambiental local.
Custos, transparência e execução do projeto
A prefeitura informou que a ata de registro de preços n.º 001/2025 autorizou até R$ 4,428 milhões para a compra das mudas. Ela esclareceu que o gasto real até agora soma R$ 278.977,50. Documentos citados por veículos locais mostram que cada oliveira de 40 anos recebeu cotação de R$ 14.400,00. A administração reforça que realocou o ipê-branco no próprio canteiro e que não eliminou a árvore. A gestão afirma que o plantio das novas espécies busca embelezar a cidade e fortalecer o cuidado ambiental. Mesmo assim, moradores questionam se a escolha das espécies combina com práticas sustentáveis para áreas de Cerrado.
O que a substituição pode significar para paisagem e comunidade
Sobretudo a mudança no canteiro central de Chapada dos Guimarães expõe como as decisões de paisagismo urbano refletem valores estéticos, ambientais e econômicos. A substituição de espécies nativas por exóticas ou movidas por argumentos de embelezamento pode gerar no público sensação de perda de identidade ecológica. Além disso, o caso levanta a necessidade de maior transparência sobre critérios de escolha de espécies, acompanhamento técnico do desenvolvimento das mudas e diálogo com a comunidade. Se o ipê-branco realmente permanece “em outro local do mesmo canteiro”, como afirma o município, resta saber se o realocamento preserva a saúde da árvore e se funciona de fato como alternativa sustentável.
Perguntas frequentes:
A prefeitura afirma que realocou o ipê-branco em função de redesenho paisagístico e introdução de novas espécies no canteiro central.
Moradores afirmam que não: as oliveiras são exóticas e não fazem parte da vegetação natural da região, o que levanta críticas quanto à harmonia com o bioma.
O registro prevê até R$ 4,4 milhões em compras, mas a prefeitura aponta que o gasto real autorizado até agora é de cerca de R$ 278 mil, o valor máximo não indica despesa imediata.



