A estudante Ketlyn Lohainy Ribeiro Felix, de 13 anos, recebeu alta do Hospital Regional de Rondonópolis nesta sexta-feira (14). A adolescente passou quatro dias internada após ser esfaqueada dentro da Escola na última segunda-feira (10). A agressão mobilizou equipes do Samu, médicos, professores e familiares em um caso que comoveu a cidade e gerou debate sobre violência escolar.
Os médicos realizaram cirurgias emergenciais, aplicaram transfusões de sangue e acompanharam a recuperação de Ketlyn passo a passo. Após a retirada dos drenos, a equipe liberou a jovem para continuar o tratamento em casa, com orientação médica e cuidados específicos. A evolução clínica da estudante surpreendeu até profissionais que acompanharam o caso desde os primeiros minutos.
Primeira fala emocionada após a alta
Em sua primeira declaração pública após deixar o hospital, Ketlyn agradeceu às equipes que participaram de seu atendimento. Ela destacou a importância dos profissionais do Samu, da equipe cirúrgica e das pessoas que doaram sangue durante o período crítico. A adolescente também reconheceu o apoio emocional que recebeu de amigos, conhecidos e moradores de Rondonópolis.
“Queria agradecer aos médicos do Samu e todos que cuidaram de mim. Agradecer a todos que doaram sangue, se preocuparam comigo e mandaram mensagem”, afirmou a jovem em entrevista ao Cidade Alerta de Rondonópolis.
A fala reforçou o impacto que a rede de apoio teve no processo de recuperação, especialmente em um caso que envolveu risco imediato de morte.
Agressor de 16 anos é apreendido e encaminhado a centro socioeducativo
A polícia apreendeu o agressor, um aluno de 16 anos, depois que ele feriu Ketlyn com um canivete dentro da escola. O adolescente alegou que sofria bullying e apresentou essa versão diretamente aos policiais e aos servidores da Vara da Infância. As autoridades agora investigam essa alegação. A equipe da Vara da Infância e Juventude ouviu o jovem e determinou que ele cumprisse internação em um centro socioeducativo. A Justiça estabeleceu a medida e enviou o adolescente para a unidade.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da agressão, incluindo testemunhos de alunos, professores e funcionários. A escola reforçou medidas de segurança e intensificou o acompanhamento psicológico dos estudantes após o episódio. O caso reacende discussões sobre prevenção à violência escolar, bullying e estruturas de apoio emocional para jovens.
Perguntas frequentes:
Sim. Ela continuará o tratamento em casa com acompanhamento profissional.
Sim. Ele está internado em um centro socioeducativo por determinação judicial.
Sim. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando detalhes do caso.
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