Moradores de Alta Floresta sofrem com crise hídrica prolongada; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

A cidade de Alta Floresta, localizada a 800 km de Cuiabá, enfrenta uma crise hídrica que já se prolonga por mais de uma semana. O Rio Taxidermista, que serve como a principal fonte de água para o município, secou, deixando a população sem abastecimento, mesmo após o retorno das chuvas. Em resposta, os moradores se organizaram e levaram suas reivindicações à Câmara Municipal na quarta-feira (9), exigindo ações imediatas do poder público.

Falta de água atinge diretamente as famílias

A falta de água afeta principalmente as famílias, especialmente aquelas que têm crianças. Miralda Alves, moradora da cidade, relatou que, devido à crise, muitas crianças estão sendo impedidas de frequentar as creches e escolas. “Tenho criança em casa, daí vai para a creche e tem que voltar porque não tem água nas creches e escolas”, reclamou, destacando as dificuldades enfrentadas diariamente.

Embora a concessionária responsável pelo abastecimento de água tenha implementado um cronograma de racionamento, os moradores afirmam que a medida não resolveu o problema. “Dizem que estão controlando o fornecimento, mas estamos há dias sem água nas torneiras”, afirmou um dos moradores. Enquanto isso, a concessionária monitora a situação do Rio Taxidermista e garante que está trabalhando para minimizar os impactos da seca, embora os resultados ainda não sejam visíveis para a população.

Ager permanece em silêncio

Apesar da gravidade da situação, a Agência Reguladora Estadual (Ager), responsável por fiscalizar os serviços prestados pela concessionária, ainda não se pronunciou sobre o caso. Essa ausência de uma resposta oficial por parte da Ager aumenta a insegurança dos moradores, que temem que a crise se prolongue por tempo indeterminado. “Ninguém nos dá uma resposta concreta”, desabafou Miralda Alves, refletindo o sentimento de abandono da comunidade.

Impactos no comércio e serviços públicos

A crise hídrica também tem prejudicado o comércio local. Pequenos empresários relatam que enfrentam dificuldades para manter o funcionamento de seus estabelecimentos. “Não conseguimos lavar roupas, limpar o estabelecimento ou atender os clientes como deveríamos”, relatou um comerciante. Da mesma forma, escolas e creches operam com limitações ou ficam fechadas, já que não conseguem garantir as condições mínimas de higiene para alunos e funcionários.

Diante da crise, especialistas sugerem medidas como a perfuração de poços artesianos e a criação de reservatórios como soluções temporárias. No entanto, até o momento, as autoridades não apresentaram um plano concreto para resolver o problema. A crise hídrica em Alta Floresta ressalta a importância do direito ao acesso à água, garantido pela Constituição Federal, e a responsabilidade das concessionárias em garantir o fornecimento contínuo e de qualidade à população.

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Institucional