Uma onça-pintada macho, adulta, foi resgatada na tarde desta sexta-feira (11.10), após cair em um poço desativado com cinco metros de profundidade, em uma fazenda na zona rural de Santa Cruz do Xingu, a 1.045 km de Cuiabá. A operação de resgate, que durou cerca de 10 horas, envolveu uma força-tarefa composta por bombeiros, veterinários, policiais e seguranças.
Bombeiros lideram operação de resgate
Assim que foram acionados, os bombeiros se mobilizaram para chegar rapidamente ao local. Em seguida, a equipe desceu até o fundo do poço para içar a onça com segurança. Para garantir que o resgate ocorresse sem incidentes, a equipe da ONG Ampara Silvestre sedou o animal antes de sua remoção. Dessa forma, o risco de ferimentos tanto para a onça quanto para os profissionais foi minimizado.
Enquanto estava presa no poço, a onça-pintada tentou, por diversas vezes, escalar as paredes para escapar. No entanto, devido à altura e ao cansaço, o animal desistiu das tentativas. Durante o resgate, os veterinários perceberam que a onça apresentava ferimentos pelo corpo, que, muito provavelmente, foram causados por outro animal. Apesar disso, a confirmação definitiva das causas das lesões só será possível após exames clínicos detalhados.
Cuidados especializados garantem recuperação
Logo após o resgate, as equipes encaminharam a onça para a sede da ONG Ampara Silvestre, localizada na Estrada Parque Transpantaneira. No local, uma equipe de veterinários e especialistas da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-MT) acompanha de perto o estado de saúde do animal, que agora recebe todos os cuidados necessários para sua recuperação completa.
Apoio logístico e segurança reforçados
Durante a operação, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) prestou apoio aéreo, contribuindo para que todo o processo fosse realizado de maneira ágil e segura. Além disso, policiais militares e seguranças da fazenda onde o animal foi encontrado também colaboraram com o resgate.
Essa operação demonstra, mais uma vez, a importância da colaboração entre diferentes órgãos para a proteção da fauna silvestre. Ao mesmo tempo, ressalta a necessidade de preservar os habitats naturais dos animais, além de alertar sobre os perigos enfrentados por eles em áreas rurais.




