Um vídeo gravado na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, voltou a circular nas redes sociais após a prisão preventiva da missionária Rhavenna Almeida, de 24 anos, durante a Operação Fariseus. As imagens mostram a jovem cantando louvores pelos corredores da unidade com microfone e caixa de som, enquanto detentos acompanham das celas. A Polícia Civil investiga se ela aproveitou o acesso ao presídio para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação ao Comando Vermelho (CV).
Vídeo ganhou novo contexto após operação
Rhavenna publicou as imagens em 2023 no TikTok. No vídeo, ela aparece de chinelo e roupas simples enquanto canta o louvor “Simplesmente, eu vou adorar. Bendito seja o nome do Senhor”. Na época, o conteúdo retratava uma ação de evangelização dentro da maior penitenciária de Mato Grosso.
No entanto, a Operação Fariseus mudou completamente o significado das imagens. A Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Dracco) investiga Rhavenna por, supostamente, usar o acesso religioso à PCE para beneficiar integrantes do Comando Vermelho.
A Polícia Civil afirma que Rhavenna e familiares utilizaram um projeto religioso como fachada para entrar na penitenciária. Segundo a investigação, o grupo intermediava recados entre criminosos, transportava dinheiro e mantinha contato entre lideranças da facção presas e integrantes que permaneciam em liberdade.
Investigação aponta ligação com facção criminosa
Durante as diligências, os policiais apreenderam fotografias recentes que mostram Rhavenna usando boné e posando ao lado de um fuzil dourado. Para a Polícia Civil, as imagens reforçam os indícios da ligação da investigada com o Comando Vermelho.
Além disso, os investigadores identificaram uma mudança significativa no padrão de vida da missionária. Conforme a Dracco, um dos chefes da facção pagou uma cirurgia plástica realizada por Rhavenna.
A investigação também identificou viagens da família ao Rio de Janeiro para visitar áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Além disso, os policiais encontraram conversas sobre “salves”, contatos com integrantes da organização criminosa e negociações envolvendo uma arma escondida em uma propriedade rural.
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