Uma fake news marcou a trajetória de Miguel Falabella.
O artista foi alvo de boatos envolvendo HIV nos anos 1990.
A desinformação provocou impactos pessoais e profissionais.
Durante participação no programa Roda Viva, Miguel Falabella relembrou uma das fake news mais marcantes de sua carreira. Na década de 1990, boatos passaram a circular afirmando que ele teria contraído o vírus HIV. O artista voltou a desmentir a informação e falou sobre os prejuízos causados pela repercussão da notícia falsa.
Na época, o tema era cercado por forte desinformação e preconceito. Informações incorretas sobre HIV eram frequentemente divulgadas, especialmente contra integrantes da comunidade LGBTQI+, cenário que contribuiu para a rápida disseminação dos rumores.
Boato ganhou grandes proporções
Segundo Falabella, a falsa informação ultrapassou os limites da fofoca e passou a afetar diretamente sua vida profissional.
Com o passar do tempo, novas versões da história começaram a circular. Entre elas, uma notícia falsa afirmava que o artista havia morrido em um hospital de São Paulo.
A repercussão foi tão intensa que chegou a interferir em compromissos de trabalho.
Artista contou situação vivida em espetáculo
Ao recordar o episódio, Falabella relatou que enfrentou dificuldades durante uma apresentação em Londrina.
“Eu me lembro que fui fazer um espetáculo em Londrina e saiu num jornal que eu tinha morrido no Hospital das Clínicas, aqui. Aí o homem falava: ‘Não tem nenhum ingresso vendido’, porque tinha saído uma notícia de que eu tinha morrido”, afirmou.
O relato mostrou como a circulação de informações falsas produziu consequências concretas em sua carreira.
HIV ainda é alvo de desinformação
Ao relembrar o caso, Falabella também chamou atenção para o contexto da época. Nos anos 1990, o HIV ainda era cercado por estigmas, preconceitos e informações equivocadas.
Atualmente, especialistas reforçam que o HIV é um vírus que pode ser controlado com tratamento adequado, permitindo qualidade de vida aos pacientes. Além disso, avanços da medicina reduziram significativamente a mortalidade relacionada à infecção.
Décadas depois, o artista voltou a desmentir o boato e relembrou um episódio que exemplifica como notícias falsas podem causar danos reais à imagem, à vida pessoal e à carreira de quem é alvo delas.








