Membros de igreja raspam cabelo de jovem alegando estar endemoniada. Veja vídeo:

Uma mãe em Porto Velho (RO) trouxe à tona uma acusação grave contra a Igreja Luz do Calvário. De acordo com Jarly, sua filha adolescente voltou para casa em estado de choque após participar de um evento religioso. Segundo a mãe, o encontro incluiu práticas extremas, como a raspagem de sua cabeça e, além disso, um banho com fezes de cavalo.

“Minha filha chegou no domingo nesse estado. Rasparam a cabeça dela e fizeram coisas horríveis, segundo o que ela contou. Eu quero justiça”, afirmou Jarly em lágrimas. Por conta do ocorrido, a jovem, conforme relatado, não consegue retornar à escola e demonstra dificuldade até mesmo para falar sobre o evento.

Igreja responde e explica a prática

Por outro lado, a Igreja Luz do Calvário se pronunciou negando as acusações de abuso. Em comunicado, a instituição afirmou que o corte de cabelo faz parte de um ritual chamado “Voto de Jó”, inspirado na Bíblia. No entanto, os líderes garantiram que a participação é sempre voluntária. Ainda assim, Jarly apresentou áudios de membros da igreja, os quais alegaram que a adolescente realizou o ritual como um “ato de gratidão por sua libertação espiritual”. Mesmo assim, a mãe insiste que a filha foi pressionada emocionalmente para participar.

Denúncia avança para a justiça

Logo após registrar um boletim de ocorrência, Jarly confirmou que pretende levar o caso ao Judiciário. Além disso, organizações de defesa dos direitos humanos se manifestaram, exigindo uma investigação detalhada. Essas entidades destacaram que práticas religiosas, quando envolvem menores de idade, precisam respeitar a integridade física e psicológica de todos os participantes.

Reflexões sobre limites nas práticas religiosas

Diante desse caso, um debate importante voltou à pauta: até que ponto a liberdade religiosa pode justificar práticas que colocam em risco a dignidade dos envolvidos? Embora o Brasil proteja a liberdade de culto, especialistas reforçam que é indispensável garantir os direitos humanos, principalmente quando menores estão envolvidos.

Por fim, o caso segue em investigação, e cabe à Justiça apurar as responsabilidades. Enquanto isso, o episódio chama a atenção para a necessidade de regulamentar práticas religiosas que, eventualmente, ultrapassem os limites da integridade física e emocional.

Lucas

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