O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), criticou a promessa do senador Wellington Fagundes (PL) sobre pagar a Revisão Geral Anual (RGA) acumulada aos servidores públicos estaduais. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (11), durante conversa com a imprensa, e reforçou o debate político sobre responsabilidade fiscal e promessas de campanha no Estado.
A discussão começou após Wellington Fagundes, que se apresenta como pré-candidato ao Palácio Paiaguás, afirmar nas redes sociais que pretende honrar a recomposição salarial acumulada nos últimos anos. Segundo cálculos apresentados por sindicatos do funcionalismo público, a defasagem da RGA pode chegar a 19,5%.
Mauro Mendes reagiu com críticas à proposta e afirmou que o pagamento integral do passivo pode gerar um impacto bilionário nas contas públicas. De acordo com o governador, a medida poderia custar cerca de R$ 4 bilhões aos cofres estaduais.
Mauro Mendes alerta para impacto nas contas do Estado
Durante a declaração, Mauro Mendes afirmou que propostas que aumentam despesas sem considerar a realidade fiscal podem trazer consequências graves para o Estado. Segundo o governador, o pagamento integral da RGA acumulada exigiria um volume de recursos que poderia comprometer o equilíbrio financeiro conquistado nos últimos anos
Mendes destacou que a gestão estadual adotou uma política de responsabilidade fiscal para recuperar as finanças públicas e evitar dificuldades enfrentadas por governos anteriores. Ao comentar a proposta, o governador também questionou se medidas desse tipo não poderiam levar Mato Grosso a enfrentar novamente um cenário de crise fiscal.
Comparação com gestões passadas marca o debate
Durante a entrevista, Mauro Mendes comparou a proposta apresentada por Wellington Fagundes com decisões tomadas em gestões anteriores. O governador mencionou o período do ex-governador Pedro Taques, quando, segundo ele, concessões feitas ao funcionalismo acabaram contribuindo para um cenário de dificuldades financeiras no Estado.
Mauro Mendes afirmou que promessas que ampliam despesas sem planejamento podem comprometer o futuro da administração pública. Para o governador, a política precisa ser conduzida com responsabilidade, principalmente quando envolve decisões que impactam diretamente o orçamento estadual.
Debate eleitoral começa a ganhar força em Mato Grosso
A discussão sobre a RGA ocorre em um momento em que o cenário político para as eleições estaduais começa a se intensificar. Wellington Fagundes deve disputar o governo de Mato Grosso nas próximas eleições. No mesmo cenário político, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece como um dos nomes ligados ao grupo político apoiado por Mauro Mendes.
Com a aproximação do período eleitoral, propostas e declarações de pré-candidatos passam a ganhar destaque no debate público. Nesse contexto, temas relacionados à gestão fiscal e às políticas voltadas ao funcionalismo público tendem a ocupar espaço central nas discussões políticas do Estado.
Perguntas e respostas
A promessa de Wellington Fagundes de pagar a RGA acumulada aos servidores públicos.
Segundo Mauro Mendes, o impacto poderia chegar a cerca de R$ 4 bilhões.
Porque a proposta surgiu em meio às articulações para as próximas eleições ao governo de Mato Grosso.








