O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou que avalia a possibilidade de deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Segundo ele, a decisão ainda não está tomada e só será anunciada até o prazo legal estabelecido pela Justiça Eleitoral, em 3 de abril.
A declaração foi feita em conversa com a imprensa nesta segunda-feira (13). O governador destacou que havia indicado anteriormente que trataria do tema apenas em 2026, mas reconheceu que precisa decidir dentro do calendário eleitoral vigente.
Prazo legal define o calendário da decisão
O dia 3 de abril marca o limite para que ocupantes de cargos no Executivo renunciem caso pretendam concorrer a outro posto eletivo no mesmo pleito. A regra vale para presidente da República, governadores e prefeitos e está prevista na legislação eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplica a exigência e determina a desincompatibilização do cargo seis meses antes da eleição. Dessa forma, Mauro Mendes precisa deixar o governo até essa data caso confirme a candidatura ao Senado.
Declaração indica avaliação em andamento
Ao comentar o assunto, Mauro Mendes afirmou: “Estou pensando sobre a possibilidade de disputar o Senado”. Ele ressaltou: “Tomarei a decisão dentro do prazo legal e a comunicarei oficialmente apenas após uma definição final”.
Até o momento, o governador não detalhou como ficaria a transição no comando do Executivo estadual nem quais critérios estão sendo considerados para a escolha. Não houve anúncio formal de renúncia nem confirmação de candidatura.
O que acontece se o governador deixar o cargo
Caso Mauro Mendes decida renunciar, o vice-governador assume o comando do governo do Estado, conforme prevê a Constituição Estadual. A formalização da saída do titular aciona automaticamente esse procedimento.
A eventual mudança no comando do Executivo não altera o calendário administrativo do Estado, mas pode gerar ajustes internos na condução de projetos e políticas em andamento.
Senado em disputa no calendário eleitoral
As eleições deste ano incluem a renovação de vagas no Senado. Cada estado e o Distrito Federal elegem senadores conforme o número de cadeiras em disputa no ciclo eleitoral.
A possível candidatura de Mauro Mendes ainda não foi registrada oficialmente junto à Justiça Eleitoral. Qualquer movimentação formal depende da renúncia dentro do prazo e do posterior registro da candidatura.
Situação segue sem definição oficial
Até o momento, o governador mantém-se no cargo e segue cumprindo a agenda administrativa normalmente. A avaliação sobre a disputa eleitoral ocorre de forma reservada, sem atos concretos anunciados.
Perguntas e respostas
Até o dia 3 de abril, prazo legal para renúncia.
A lei exige desincompatibilização seis meses antes da eleição.
Não. A decisão ainda está em avaliação.







