O vereador Maurício José Escobar (PL), de Tangará da Serra, apresentou um projeto de lei que proíbe a participação de atletas transexuais em competições esportivas no município. A proposta determina que o sexo biológico seja o único critério válido para definir a participação em modalidades femininas ou masculinas na cidade.
Árbitra Tayra Covaleski repudia proposta
A dentista e árbitra da Federação Mato-grossense de Voleibol, Tayra Victoria Covaleski, criticou duramente o texto. Para ela, a medida reforça a exclusão, alimenta o preconceito e representa um retrocesso para o esporte e para os direitos humanos.
“Essa proposta não contribui em nada. Só exclui, só marginaliza. O esporte deveria ser espaço de inclusão e não de segregação”, declarou Tayra.
Projeto enfrenta resistência
O vereador justifica que o objetivo da proposta é garantir “justiça, segurança e equilíbrio nas competições”. No entanto, o texto já enfrenta resistência de atletas, entidades esportivas e movimentos LGBTQIA+, que denunciam a tentativa de transformar o esporte em espaço de exclusão.
Debate cresce e divide opiniões em Mato Grosso
O projeto acendeu discussões acaloradas sobre direitos, diversidade e inclusão no esporte, não só em Tangará da Serra, mas em todo o estado de Mato Grosso. Atletas, entidades esportivas, profissionais da saúde e movimentos sociais intensificam as críticas, afirmando que a proposta ignora diretrizes internacionais, recomendações científicas e princípios básicos de respeito e dignidade. Eles defendem que o tema exige debate qualificado, embasado em critérios técnicos, científicos e alinhado aos direitos humanos de todos os atletas.
Perguntas e respostas
Restringe a participação em competições ao sexo biológico, proibindo atletas trans em Tangará da Serra.
A árbitra Tayra Covaleski, além de entidades esportivas, atletas e movimentos LGBTQIA+.
Não. O texto foi apresentado e aguarda tramitação na Câmara de Tangará da Serra.



