Documentos da ‘Abin Paralela’ foram usados por Bolsonaro para atacar urnas, aponta PF

Um relatório recente da Polícia Federal revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro utilizou documentos produzidos por uma estrutura clandestina da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chamada de ‘Abin Paralela’, em uma de suas lives em 2021. Na ocasião, Bolsonaro atacou o sistema eleitoral brasileiro, questionando a segurança das urnas eletrônicas. A Polícia Federal informou que esses documentos não cumpriram os trâmites oficiais da Abin e que Alexandre Ramagem, então diretor da agência e atualmente deputado federal, participou diretamente de sua elaboração.

Os investigadores apontam que o material apresentado na transmissão não tinha qualquer base técnica válida. Mesmo assim, Bolsonaro (ou ‘o ex-presidente’) utilizou o material para reforçar um discurso que alimentava a desconfiança sobre o sistema eleitoral brasileiro, justamente em um período de forte polarização política e às vésperas das eleições de 2022.

VIA – O GLOBO

O relatório ainda destaca que alguém distorceu as informações compartilhadas e, muitas vezes, as desconectou da realidade dos sistemas de segurança utilizados pela Justiça Eleitoral.

Objetivo era minar a confiança nas eleições e criar ambiente favorável ao golpe

A Polícia Federal afirma que o uso desses documentos fez parte de uma estratégia bem definida: fragilizar a credibilidade do sistema eleitoral, fomentar o descrédito nas instituições e, consequentemente, abrir caminho para justificar tentativas de ruptura democrática.

A live realizada por Bolsonaro em 2021, na qual ele exibiu esses documentos, foi uma das peças centrais desse movimento. O material alimentou teorias que incentivaram manifestações antidemocráticas.

Perguntas e respostas

Quem produziu os documentos utilizados na live de Bolsonaro?
Segundo a PF, foram produzidos pela chamada ‘Abin Paralela’, com envolvimento direto de Alexandre Ramagem.

O material tinha respaldo técnico?
Não. A PF afirma que o conteúdo não possuía embasamento técnico nem respaldo legal.

Qual era o objetivo desses documentos?
Minar a confiança nas urnas eletrônicas e fortalecer o discurso de fraude eleitoral, criando ambiente favorável para tentativa de golpe.

Fabíola Maria Costa Silva

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