Centenas de manifestantes ocuparam as ruas de Durban, na África do Sul, na terça-feira (30), para protestar contra a imigração ilegal. A manifestação ocorreu sob forte acompanhamento policial e reuniu pessoas carregando bandeiras do país e entoando palavras de ordem em defesa de políticas migratórias mais rígidas.
O ato acontece em um momento de preocupação com possíveis episódios de violência, diante do histórico de ataques xenófobos registrados no país.
Protesto pediu deportação de imigrantes irregulares
Os organizadores afirmaram que a marcha buscava pressionar o governo a reforçar o combate à imigração sem documentação.
Entre as reivindicações estavam o aumento das deportações, maior fiscalização das fronteiras e o cumprimento mais rigoroso das leis migratórias.
Os manifestantes também associaram o tema ao aumento da criminalidade e à pressão sobre serviços públicos.
Clima de insegurança afetou rotina
A mobilização provocou apreensão em diferentes regiões da África do Sul.
Diversos estrangeiros evitaram sair de casa ou comparecer ao trabalho por receio de confrontos.
Algumas empresas também interromperam temporariamente as atividades devido ao temor de novos episódios de violência.
Governo tenta conter escalada da tensão
Embora não tenha apoiado o protesto, o governo voltou a condenar qualquer ato de violência contra imigrantes.
Mesmo assim, autoridades seguem sendo cobradas por grupos da sociedade civil e por governos africanos que criticam a dificuldade em combater episódios de xenofobia.
A polícia permaneceu mobilizada durante toda a manifestação para evitar conflitos.
Dados do instituto nacional de estatística mostram que a África do Sul possui aproximadamente 3,1 milhões de migrantes, número equivalente a 4,1% da população. Apesar de representar uma proporção menor do que a registrada há dez anos, o tema continua dividindo opiniões e alimentando debates sobre segurança, mercado de trabalho e políticas públicas. A expectativa das autoridades é evitar que as manifestações evoluam para episódios de violência semelhantes aos registrados em anos anteriores, quando imigrantes e seus estabelecimentos comerciais foram atacados em diferentes cidades do país.







