Um homem atacou brutalmente a esposa e obrigou ela e a filha de 9 anos a se esconderem em um curral durante toda a madrugada para escapar das agressões, na zona rural de Nova Mutum, no norte de Mato Grosso. O crime aconteceu na noite de quinta-feira (13) e se estendeu até a manhã de sexta-feira (14), quando a vítima conseguiu chegar à polícia com ajuda de moradores da região.
Ao perceber que a mulher pretendia fugir com a filha, o agressor furou os pneus do carro da família para impedir a saída da fazenda. Mesmo com o veículo inutilizado, a vítima reuniu coragem, pediu socorro aos vizinhos e denunciou o agressor à Polícia Militar. No posto policial, ela também revelou que o homem costumava ameaçá-la com uma arma de fogo e mantinha um longo histórico de intimidações.
Polícia encontra o agressor armado no pasto e efetua prisão em flagrante
Após a denúncia, a guarnição da PM partiu em diligência até a fazenda. Os policiais encontraram o homem no meio do pasto, portando uma arma de fogo. A equipe deu voz de prisão e apreendeu o armamento. Em seguida, os agentes o conduziram à delegacia de Nova Mutum, onde permanece à disposição da Justiça.
As autoridades autuaram o homem pelos crimes de violência doméstica, ameaça e posse ilegal de arma de fogo. A polícia também acionou a Rede de Proteção à Mulher para garantir o acolhimento e a segurança da vítima e da criança.
Casos de violência doméstica no campo desafiam o combate e a denúncia
A violência contra mulheres em áreas rurais avança de forma silenciosa. O isolamento geográfico, a dependência econômica e o difícil acesso à comunicação dificultam denúncias e ampliam o ciclo de impunidade. Especialistas apontam que, embora os registros em regiões rurais sejam menores do que nos centros urbanos, a subnotificação atinge níveis alarmantes.
Perguntas frequentes
Sim. O depoimento da vítima é válido por si só e pode gerar investigação, medidas protetivas e até prisão preventiva.
Chame ajuda imediatamente. Acione vizinhos, polícia (190) ou vá a pé até o ponto mais próximo de segurança.
A pena pode chegar a 6 anos de prisão, além de agravantes pela violência psicológica e uso de arma de fogo ilegal.







