O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), declarou nesta quarta-feira (26) que a reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi produtiva. O encontro, realizado no último dia 19, teve como foco a defesa da lei n° 12.709/2024, que proíbe a concessão de benefícios fiscais e terrenos públicos a empresas que boicotam a soja mato-grossense.

Contexto da lei n° 12.709/2024
Aprovada em 2024, a lei n° 12.709 surgiu em resposta a movimentos internacionais que buscam restringir a compra de soja proveniente de áreas associadas ao desmatamento. Mato Grosso, líder na produção de soja no Brasil, sentiu-se diretamente impactado por essas iniciativas, levando o governo estadual a criar medidas para proteger seus produtores. A legislação visa assegurar que empresas que discriminam a soja local não se beneficiem de incentivos oferecidos pelo estado.
Repercussão e desafios legais
A implementação da lei gerou debates acalorados. Enquanto produtores e representantes do agronegócio apoiam a medida, argumentando que ela protege a economia regional, críticos apontam possíveis conflitos com acordos comerciais internacionais e questionam sua constitucionalidade.
Impacto econômico e ambiental
Mato Grosso é responsável por uma parcela significativa da produção nacional de soja, sendo um pilar econômico do estado. Entretanto, a expansão agrícola na região levanta preocupações ambientais, especialmente relacionadas ao desmatamento da Amazônia e do Cerrado. A lei n° 12.709/2024 surge nesse contexto complexo, tentando equilibrar interesses econômicos e a necessidade de preservação ambiental. A eficácia dessa legislação dependerá de sua capacidade de harmonizar esses aspectos, garantindo a sustentabilidade a longo prazo.
Perguntas e respostas
Proibir benefícios fiscais e concessão de terrenos públicos a empresas que boicotam a soja de Mato Grosso.
Devido a preocupações internacionais sobre desmatamento associado à produção agrícola na região.
Possíveis conflitos com acordos comerciais internacionais e questionamentos sobre sua constitucionalidade.
