Em meio às investigações sobre os eventos de 8 de janeiro, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) recebeu do ministro da Justiça, Flávio Dino, imagens de apenas 4 das 185 câmeras de segurança instaladas no Palácio da Justiça. Essa discrepância levanta questões sobre a integridade e a transparência no fornecimento de evidências cruciais para elucidar os acontecimentos daquele dia.
Apenas 4 das 185 câmeras: o que está por trás da entrega parcial de imagens do palácio da justiça; Veja vídeo pic.twitter.com/c3s64N2yau
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 28, 2025
A falha contratual e o apagamento das imagens
O ministro afirmou que a maioria das gravações de 8 de janeiro não está mais disponível devido a uma falha no contrato com a empresa de segurança, que não exigia armazenamento prolongado. Assim, o sistema sobrescreveu as imagens em menos de 30 dias, antes que as autoridades as solicitassem.
Documentos internos revelam número total de câmeras
Documentos internos do Ministério da Justiça, obtidos pelo jornal O Estado de São Paulo, confirmam 185 câmeras no circuito de segurança do Palácio da Justiça. O contrato com a empresa responsável inclui a instalação, manutenção e uma sala com drives para armazenar as imagens.
Implicações para as investigações da CPMI
A ausência da maioria das imagens gera preocupações significativas para a CPMI, que depende dessas evidências visuais para reconstruir os eventos e identificar possíveis falhas na segurança ou na resposta às manifestações. A entrega de apenas quatro gravações limita a compreensão completa dos incidentes e levanta dúvidas sobre a eficácia dos protocolos de preservação de dados em órgãos governamentais.
Perguntas e respostas
Uma falha contratual impediu a obrigatoriedade do armazenamento prolongado das imagens, fazendo com que a maioria delas fosse apagada automaticamente antes de ser solicitada.
Os documentos indicam a existência de 185 câmeras e uma infraestrutura dedicada para armazenamento das gravações.
A falta das gravações limita a capacidade da CPMI de analisar detalhadamente os eventos de 8 de janeiro.









