Justiça inicia julgamento de acusado pela morte do ex-vereador José Lídio após 28 anos em Comodoro; veja vídeo

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Quase 30 anos depois da morte de José Lídio da Costa, conhecido como Zé Lídio, a Justiça iniciou um novo capítulo do caso. O Tribunal do Júri julga o homem acusado pelo assassinato do ex-vereador de Penha, em Santa Catarina, morto em 1998, em Nova Lacerda, Mato Grosso.

A família de Zé Lídio acompanha o julgamento na Comarca de Comodoro. Os parentes esperam por respostas desde a morte do ex-vereador. Durante quase três décadas, eles preservaram as lembranças da vítima e mantiveram a expectativa de acompanhar uma decisão judicial sobre o crime.

O julgamento encerra uma longa espera da família. Os familiares afirmam que não buscam vingança, mas justiça. Para eles, a sessão representa uma oportunidade para apresentar a história de Zé Lídio diante dos jurados e buscar uma resposta para o assassinato que marcou a família.

Zé Lídio deixou lembranças entre familiares e amigos

José Lídio da Costa cresceu em uma família com nove irmãos e construiu uma trajetória marcada pela convivência familiar e pela participação comunitária. Amigos e parentes lembram o ex-vereador como um homem trabalhador, carismático e disposto a ajudar outras pessoas.

Os familiares destacam principalmente a maneira como Zé Lídio tratava as pessoas. Segundo os relatos, ele acolhia amigos, ajudava quem precisava e fazia questão de valorizar aqueles que conviviam com ele. A família também guarda lembranças de pescarias, encontros, churrascos e momentos ao lado das crianças.

Os parentes afirmam que Zé Lídio transmitiu valores que permanecem presentes na família. Entre essas lembranças, aparecem a importância de amar o próximo, ajudar outras pessoas e manter uma relação próxima com familiares e amigos.

Crime aconteceu em Nova Lacerda

Zé Lídio morreu em 3 de maio de 1998, em uma estrada rural de Nova Lacerda. Na ocasião, ele seguia de carro acompanhado da esposa, dos dois filhos e de um amigo quando encontrou o homem que a acusação aponta como responsável pelo crime.

Segundo a acusação apresentada no processo, o suspeito interceptou o veículo em uma ponte estreita. Uma discussão relacionada a uma dívida teria acontecido antes dos disparos. Em seguida, o acusado teria atirado três vezes contra Zé Lídio.

Os tiros atingiram a vítima, que não resistiu aos ferimentos. O crime aconteceu diante da família e deixou parentes e amigos diante de uma longa busca por respostas. Desde então, a família passou a conviver com a ausência e com a expectativa de ver o caso chegar ao Tribunal do Júri.

Processo avançou lentamente durante os anos

A investigação e o processo judicial atravessaram diferentes etapas até chegar ao julgamento. O caso enfrentou dificuldades para localizar o acusado e testemunhas, além de recursos e outros procedimentos judiciais que prolongaram a tramitação.

A Justiça recebeu a ação penal em junho de 2005, aproximadamente sete anos depois do assassinato. O processo seguiu na Comarca de Comodoro e chegou à fase de julgamento pelo Tribunal do Júri somente após quase três décadas.

Durante esse período, a família acompanhou o andamento do processo e manteve viva a memória de Zé Lídio. Agora, os parentes retornam ao Mato Grosso para acompanhar uma das etapas mais importantes da ação penal.

Acusação aponta homicídio qualificado

O Ministério Público acusa o réu de homicídio qualificado. A acusação aponta motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O artigo 121, § 2º, do Código Penal prevê essas circunstâncias como qualificadoras do crime de homicídio.

O Tribunal do Júri analisará as provas apresentadas pela acusação e pela defesa. Os jurados responderão aos quesitos formulados durante a sessão e decidirão sobre a responsabilidade do acusado.

A defesa também terá espaço para apresentar sua versão dos fatos e contestar as acusações. A Justiça somente poderá aplicar uma condenação após o julgamento seguir todas as garantias previstas na legislação brasileira.

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