Homem é preso por perseguir e ameaçar mulheres após conseguir contatos em grupos de WhatsApp; Veja vídeo

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A ação foi realizada nessa quinta-feira (2), quando Júnior Francisco Cardoso, de 25 anos, foi preso por policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Uruaçu (GO). A suspeita de importunação sexual, perseguição e ameaças contra mulheres por meio de mensagens enviadas pelo WhatsApp passou a ser investigada pela Polícia Civil.

Contatos teriam sido obtidos em grupos de compra e venda

Pelas investigações, foi apontado que números de telefone de mulheres eram obtidos por meio de grupos de compra e venda no WhatsApp. Depois disso, conversas de teor assediador eram iniciadas na tentativa de aproximação das vítimas.

Quando respostas deixavam de ser recebidas ou quando rejeições eram demonstradas, mensagens com ofensas, xingamentos e ameaças passavam a ser enviadas. Em um dos episódios investigados, a mensagem “Vai me bloquear, desgraçada?” foi registrada durante os contatos feitos pelo suspeito.

Ameaças teriam sido direcionadas às vítimas

Ainda pelas investigações, foi apontado que endereços e locais de trabalho das vítimas eram mencionados em algumas conversas. Também foi afirmado, segundo a apuração, que disparos contra as mulheres seriam realizados em mensagens enviadas ao longo das interações registradas. A sequência de contatos teria sido analisada como parte do conjunto de provas reunidas durante o procedimento investigativo.

Pela Polícia Civil, foi destacado que um dos aspectos que mais chamou a atenção durante as investigações foi a utilização de grupos comuns de WhatsApp para que mulheres fossem localizadas e perseguidas. Assim, espaços destinados à convivência e ao comércio teriam sido transformados em ferramentas para a prática dos crimes investigados, conforme relatado pelos responsáveis pela apuração policial.

Mulheres são orientadas a procurar a delegacia

Pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Uruaçu, foi orientado que mulheres que reconhecerem o suspeito ou que tenham sido vítimas de condutas semelhantes procurem a unidade policial para o registro da ocorrência. O atendimento foi reforçado como medida de apoio às possíveis vítimas, com objetivo de ampliar a identificação de casos relacionados ao investigado.

Até o momento, uma defesa de Júnior Francisco Cardoso não havia sido localizada. O espaço permaneceu aberto para eventual posicionamento.

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