A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, na sexta-feira (3), dois dos três investigados pelo assassinato do DJ Thiago Bezerra de Araújo, de 37 anos. A vítima foi encontrada morta e carbonizada dentro do porta-malas do próprio carro, incendiado em uma área do Sol Nascente, em dezembro de 2025.
A ação fez parte da Operação Carbono, conduzida por agentes da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte – Ceilândia). Segundo a investigação, um dos presos é apontado como mandante do crime, enquanto o outro teria participado da ocultação do corpo. Um terceiro suspeito continua foragido.
Polícia localizou dois investigados
Os policiais prenderam Steve Daley de Castro Dias, conhecido como “Gui”, e Daniel Nascimento dos Santos, chamado de “Daniel Pescoço”, ambos localizados no Sol Nascente.
Durante a abordagem, Steve tentou destruir possíveis provas ao arremessar o telefone celular sobre o telhado de um imóvel vizinho.
Já Daniel possui antecedentes por lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha, segundo a Polícia Civil.
Corpo foi encontrado após incêndio
O crime veio à tona depois que o Corpo de Bombeiros foi acionado para combater o incêndio em um Volkswagen Gol vermelho na região da Chácara 128.
Durante o atendimento, os bombeiros encontraram o corpo de Thiago Bezerra no porta-malas do veículo.
A perícia constatou que a vítima também apresentava marcas de disparos de arma de fogo.
Investigação aponta emboscada
De acordo com a Polícia Civil, os investigados atraíram Thiago e a namorada para um local isolado por meio de uma emboscada.
No local, a mulher foi rendida e o DJ foi atingido por diversos disparos.
Em seguida, conforme a investigação, os criminosos colocaram o corpo no porta-malas do carro da própria vítima e incendiaram o veículo para tentar ocultar o homicídio.
Thiago Bezerra atuava como DJ, já havia trabalhado como tatuador e também exercia a função de operador de máquinas do Governo do Distrito Federal. A Polícia Civil continua as buscas para localizar o terceiro investigado e concluir o inquérito. As autoridades também analisam os materiais apreendidos durante a operação para reforçar as provas e esclarecer todos os detalhes da execução.



