Dois jovens da cidade de Cáceres, em Mato Grosso, trocaram a rotina do interior brasileiro pelos campos de batalha da Europa Oriental. Arison Benevides, conhecido como “Periquito”, e seu primo, identificado como “Arcanjo”, se alistaram na Legião Internacional de Defesa da Ucrânia. O grupo reúne voluntários estrangeiros que decidiram lutar contra a invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.
Jovens gravam mensagem direto do front para Cáceres
Periquito e Arcanjo gravaram um vídeo no Memorial dos Heróis, em Kiev, capital da Ucrânia, e enviaram uma mensagem para os moradores de Cáceres e do Mato Grosso.
“Mando um salve para toda a região de Cáceres e Mato Grosso. Estamos aqui no Memorial dos Heróis. Ao meu lado está meu primo Arcanjo, novo integrante da Legião Internacional”, declarou Periquito.
Arcanjo reforçou o compromisso:
“Deixo um abraço para a galera de Cáceres. Estamos lutando pela liberdade do povo ucraniano, uma causa justa.”
A notícia da ida de Periquito e Arcanjo movimentou Cáceres. Parte da população se orgulha da coragem dos dois, enquanto outra questiona se vale arriscar a vida em um conflito que não pertence ao Brasil.
Número de brasileiros na guerra cresce
Relatórios da imprensa internacional e dados do Ministério da Defesa da Ucrânia revelam que mais de 20 mil estrangeiros passaram pela Legião Internacional, incluindo pelo menos 50 brasileiros. O Itamaraty já emitiu alertas, deixando claro que quem se envolve em conflitos externos faz isso por conta própria, sem qualquer suporte do governo brasileiro.
Perguntas frequentes
Recebe cerca de R$ 26 mil mensais, além de alimentação, alojamento e equipamento militar.
Não é crime no Brasil, desde que não haja atuação como mercenário. O risco legal depende da função exercida no conflito.
Pelo menos 50 brasileiros integram a Legião Internacional, segundo dados divulgados até 2024.






