O publicitário J.N.A., de 39 anos, vive uma batalha frustrante para ser ressarcido após ter o carro arrombado e documentos furtados no estacionamento da academia Bluefit, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá. O crime ocorreu no dia 4 de junho, por volta das 13h, e, mesmo após 20 dias, ele ainda não conseguiu uma solução efetiva para os prejuízos sofridos.
Segundo o boletim de ocorrência registrado, os criminosos quebraram o vidro do lado esquerdo do veículo e levaram documentos essenciais, como o Certificado de Registro do Veículo (CRV) e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Ao procurar ajuda imediatamente, o publicitário descobriu que o estacionamento da academia sequer possui câmeras de vigilância.
Academia alegou falta de câmeras e responsabilização limitada
Logo após o furto, J.N. chamou a equipe de segurança da academia, que informou a ausência de câmeras no estacionamento. A vítima, então, seguiu a orientação dos funcionários e registrou o boletim de ocorrência. Quando retornou com o documento à administração da unidade, recebeu um formulário de reembolso com a exigência de três orçamentos para o conserto do vidro quebrado.
O problema, no entanto, se agravou porque o modelo do veículo dificultou a obtenção de orçamentos compatíveis. A vítima relatou que encontrou resistência e lentidão na resposta por parte da academia, mesmo após cumprir as exigências iniciais para o pedido de ressarcimento.
Falhas na estrutura levantam questionamentos sobre responsabilidade
A ausência de monitoramento por câmeras em uma área de uso recorrente por clientes gerou revolta entre frequentadores da unidade. Muitos consideram inaceitável que um local com alto fluxo de veículos não ofereça medidas mínimas de segurança, como vigilância eletrônica. A situação levantou dúvidas sobre a responsabilidade dos estabelecimentos que disponibilizam estacionamento, ainda que gratuito, sem garantir proteção ao patrimônio dos usuários.
Especialistas em direito do consumidor apontam que, ao permitir o uso do espaço, mesmo que não cobrado, o fornecedor assume o dever de garantir segurança mínima, especialmente quando o local faz parte do serviço ofertado.
Vítima cobra solução e alerta outros clientes
Após quase um mês, o publicitário ainda cobra o ressarcimento, mas não recebeu garantia de indenização. Ele afirmou que busca não apenas o ressarcimento, mas também uma resposta da academia quanto à prevenção de novos casos. A história ganhou repercussão entre outros clientes, que passaram a questionar a estrutura oferecida pela unidade.
Perguntas frequentes:
Sim, desde que o cliente comprove o dano e a ligação com o serviço prestado.
Não. A própria equipe da academia confirmou que não há monitoramento no local.
Os criminosos levaram os documentos do veículo, como CRV e CRLV.







