Tudo começou com o derretimento repentino de um lago supraglacial localizado no Tibete, na China. Esse colapso provocou uma enxurrada violenta que desceu pelas montanhas e atingiu o Rio Bhote Koshi, no Nepal. Como resultado, a água arrastou casas, veículos e vidas. Segundo autoridades, ao menos nove pessoas morreram e outras 19 desapareceram. O evento ocorreu no dia 8 de julho e, de acordo com especialistas, esse tipo de desastre tende a se repetir com mais frequência, já que o aquecimento global acelera o derretimento das geleiras.
Com ponte destruída, região entra em colapso logístico
Além das mortes e desaparecimentos, a enchente também causou o colapso da “Ponte da Amizade”, uma estrutura estratégica que conectava o Nepal à China. Essa ponte era essencial não apenas para o comércio, mas também para a mobilidade local. Assim que a ponte ruiu, as equipes de resgate enfrentaram dificuldades para acessar as áreas mais atingidas. Como consequência, moradores e mochileiros passaram a usar trilhas alternativas. Muitos precisaram abandonar veículos cobertos por lama e seguir a pé, carregando o que conseguiram salvar.
Desaparecidos incluem operários e turistas
Entre os desaparecidos, há seis trabalhadores chineses de um terminal de contêineres localizado próximo à fronteira. Além disso, vários turistas estavam na região no momento do desastre. Conforme relatos, a enchente aconteceu de forma extremamente rápida, surpreendendo quem dormia ou se preparava para sair de casa. Em razão disso, as buscas continuam, com helicópteros, drones e equipes em terra vasculhando os escombros. A expectativa das autoridades é encontrar sobreviventes nos próximos dias, embora as condições climáticas sigam instáveis.
Mudanças climáticas ampliam riscos e exigem resposta global
Diante desse cenário, especialistas reforçam que o Nepal está cada vez mais vulnerável. Isso ocorre porque o país enfrenta monções intensas de junho a setembro. Nesse período, as chuvas, que já eram fortes, se tornaram mais irregulares e destrutivas. Portanto, o caso do Bhote Koshi reforça a urgência de combater os efeitos das mudanças climáticas. Além disso, ele mostra como eventos extremos não respeitam fronteiras geográficas, afetando regiões inteiras de forma imprevisível.
Perguntas frequentes
Ele acelera o derretimento das geleiras, o que leva à formação e ao rompimento de lagos em regiões montanhosas.
Indiretamente, sim. Como o lago colapsado ficava em território chinês, ações preventivas poderiam evitar o desastre.
Sim. Satélites e sensores climáticos conseguem monitorar os volumes de água e antecipar riscos, embora nem sempre com precisão suficiente para evitar tragédias.


