Um ônibus urbano pegou fogo no Anel Rodoviário Celso Mello Azevedo, em Belo Horizonte, nas proximidades da PUC São Gabriel. Apesar do susto, não houve feridos. No entanto, o incidente reforçou problemas já conhecidos na mobilidade urbana da capital mineira.
Ônibus pega fogo, assusta motoristas e complica o trânsito no Anel Rodoviário pic.twitter.com/MyaGWewE4H
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 11, 2025
Incêndio interrompe trânsito e mobiliza autoridades
Por volta das 14h30, o incêndio começou e rapidamente mobilizou o Corpo de Bombeiros, que isolou a área e atuou com agilidade para controlar as chamas. Como resultado, a pista no sentido Rio de Janeiro foi totalmente interditada, enquanto uma faixa no sentido Vitória também precisou ser bloqueada. Posteriormente, às 16h13, os bombeiros conseguiram extinguir o fogo, permitindo a liberação das faixas central e esquerda. Em seguida, a Polícia Militar de Minas Gerais e a BHTrans permaneceram no local para os procedimentos de segurança e retirada do veículo.
Anel Rodoviário continua sendo ponto crítico de BH
Além do incidente em si, o local onde o ônibus pegou fogo chama atenção por outro motivo: o histórico de acidentes. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, entre 2020 e 2023, mais de 600 acidentes ocorreram no trecho. Portanto, o episódio de sexta-feira serve como mais um alerta sobre a precariedade da infraestrutura. A má conservação das pistas, a sinalização insuficiente e a ausência de áreas de escape contribuem para o alto risco da via.
Falta de manutenção em ônibus ainda preocupa
Além disso, a frequência com que ônibus pegam fogo em centros urbanos brasileiros acende um sinal de alerta para empresas de transporte coletivo. Apenas em 2024, ao menos oito veículos apresentaram problemas semelhantes, de acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Muitas vezes, a causa está relacionada a falhas elétricas ou à falta de manutenção adequada. Ainda que o socorro emergencial funcione bem, a ausência de prevenção continua colocando passageiros e motoristas em risco.
Perguntas frequentes
Ainda não há laudo oficial, mas falhas elétricas estão entre as principais suspeitas.
Cerca de 300 veículos circulam pelo trecho todos os dias.
Embora o atendimento a emergências seja eficiente, a prevenção segue como desafio urgente.



