A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (13), a Operação Engrenagem Sombria para combater o tráfico de drogas, o comércio ilegal de armas e a atuação de facção criminosa em Mirassol D’Oeste, Curvelândia e no distrito de Sonho Azul, em Mato Grosso. Os policiais cumprem 19 mandados de busca e apreensão contra investigados ligados ao grupo criminoso.
O Núcleo de Justiça 4.0 do Polo de Cáceres expediu as ordens judiciais com base em investigação conduzida pela Delegacia de Mirassol D’Oeste. A Polícia Civil identificou 16 suspeitos que atuavam no fornecimento de drogas, armas, veículos e suporte logístico para manutenção da facção na região.
Os investigadores descobriram que o grupo utilizava casas urbanas e propriedades rurais para armazenar, distribuir e vender entorpecentes. Parte dos imóveis monitorados fica próxima de unidade escolar, situação que aumentou o alerta das forças de segurança sobre o avanço do crime organizado no município.
Denúncias anônimas impulsionaram investigações da Polícia Civil
A Polícia Civil iniciou as investigações após receber denúncias anônimas e informações compartilhadas pelo 17º Batalhão da Polícia Militar. Os agentes realizaram vigilâncias discretas, monitoraram movimentações suspeitas e mapearam imóveis usados pelos investigados para sustentar o esquema criminoso.
As equipes identificaram integrantes responsáveis pelo armazenamento de drogas, transporte de armas, distribuição de entorpecentes e movimentação financeira da facção. Segundo o delegado Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, a operação busca desmontar a estrutura que mantém o tráfico ativo na região.
“A operação busca apreender drogas, armas, celulares, documentos e outros materiais que fortaleçam as provas e ampliem a investigação sobre o funcionamento da organização criminosa”, afirmou o delegado.
Operação integra programa estadual de combate às facções criminosas
A Polícia Civil inseriu a Operação Engrenagem Sombria dentro da Operação Pharus, ação estratégica criada em 2026 pelo programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso. O projeto amplia ações de inteligência e repressão contra facções criminosas em municípios considerados estratégicos para o tráfico de drogas.
O nome “Pharus” deriva da palavra latina usada para “farol”. A Polícia Civil escolheu o termo para simbolizar ações permanentes de identificação e enfrentamento das organizações criminosas no Estado.
A lei considera organização criminosa um grupo estruturado que pratica crimes para obter vantagens financeiras ou poder.
A Justiça pode aplicar pena de cinco a 15 anos de prisão, além de multa, conforme a Lei de Drogas.
A população pode denunciar pelo telefone 197 da Polícia Civil ou pelo 190 da Polícia Militar, com sigilo garantido.





