Instrutores e empresários de autoescolas de Cuiabá e Várzea Grande protestaram nesta terça-feira (11), contra a proposta do Governo Federal que pretende alterar as regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os manifestantes organizaram uma carreata que saiu de Várzea Grande e percorreu a Avenida da FEB até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), onde entregaram um manifesto oficial.
Os participantes decoraram carros e motocicletas com faixas de repúdio ao projeto. Uma das mensagens estampadas dizia: “Renan Filho, seu projeto tira empregos e multiplica acidentes”. Outra faixa alertava: “Acabar com a educação no trânsito é decretar mais mortes nas ruas”.
Governo propõe flexibilizar aulas práticas
O ministro dos Transportes, Renan Filho, defendeu a proposta ao afirmar que ela não extingue as autoescolas, mas sim acaba com a obrigatoriedade de contratar aulas práticas exclusivamente por meio delas. Segundo ele, o novo modelo permitirá que instrutores autônomos, devidamente credenciados, ofereçam aulas práticas de forma independente.
“A autoescola vai continuar existindo, o que muda é a obrigatoriedade de o aluno fazer a aula prática apenas com a autoescola”, explicou o ministro em coletiva de imprensa. O governo abriu a proposta para consulta pública no site oficial do Ministério dos Transportes, onde a população pode opinar até o fim de novembro.
Setor alerta para desemprego e riscos no trânsito
Os organizadores do protesto afirmam que a proposta ameaça diretamente os empregos de milhares de profissionais. Eles também alertam que a medida pode comprometer a qualidade da formação de novos motoristas. Em Mato Grosso, centenas de autoescolas operam com equipes completas de instrutores, atendentes e gestores. Esses profissionais correm o risco de demissão em massa, caso o projeto avance.
Perguntas frequentes
A proposta permite que alunos contratem instrutores autônomos, sem precisar passar obrigatoriamente por autoescolas.
Não. As autoescolas continuam existindo, mas perdem o monopólio das aulas práticas.
Elas afirmam que o projeto gera desemprego e aumenta o risco de acidentes por reduzir o controle na formação dos motoristas.






