O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), foi alvo de um confronto tenso na manhã desta terça-feira (24), nos corredores da Câmara Municipal. Um grupo de influenciadores, revoltado com a suspensão de eventos realizados no último fim de semana, cobrou explicações do gestor sobre a atuação da Prefeitura e da Polícia Militar.
Clima tenso na Câmara
O bate-boca começou quando os influenciadores abordaram Abilio cobrando esclarecimentos sobre a decisão de interromper eventos esportivos e sociais, que, segundo eles, tinham caráter beneficente. Na visão do grupo, a Prefeitura estaria “criminalizando” ações da comunidade, usando de truculência e generalizações.
“Estávamos fazendo um evento social, arrecadando alimentos, ajudando famílias. E a Prefeitura vem e quer acabar com isso como se fosse crime? Isso é inaceitável”, declarou um dos influenciadores presentes no embate.
Abilio responde e mantém posição
Durante a discussão, o prefeito não recuou. Ele defendeu as ações de fiscalização e reforçou que os eventos não tinham as devidas licenças, o que, segundo ele, compromete a segurança pública. Além disso, voltou a mencionar a presença de pessoas ligadas a facções criminosas em alguns desses eventos.
“Não podemos permitir que eventos irregulares, sem licenciamento, sirvam de fachada para a atuação de organizações criminosas. Isso já aconteceu em várias ocasiões e a Prefeitura vai continuar atuando firme”, afirmou Abilio.
Influenciadores rejeitam acusação de vínculo com facções
O grupo de influenciadores rebateu imediatamente as declarações do prefeito, negando qualquer ligação com atividades criminosas. Eles afirmaram que o único objetivo era promover ações sociais, como arrecadação de cestas básicas e atividades para a comunidade.
“Queremos deixar claro que nosso trabalho é honesto, é pela comunidade. Não vamos aceitar sermos tratados como bandidos por ajudar quem precisa”, reforçou um dos representantes.
Perguntas e respostas
1. Por que os eventos foram interrompidos?
Por falta de licenciamento e suspeitas de presença de pessoas ligadas a facções, segundo a Prefeitura.
2. O que dizem os organizadores dos eventos?
Eles afirmam que as atividades eram beneficentes e negam qualquer ligação com o crime.
3. A fiscalização continuará?
Sim. Abilio garantiu que a Prefeitura seguirá fiscalizando eventos sem licença e com indícios de irregularidades.



