A influenciadora digital Dayara Briihmiiller, conhecida como “day.deesquerda”, publicou um vídeo com críticas diretas a eleitores de Mato Grosso e gerou forte repercussão. No conteúdo, ela afirma que “70% da população é feita de trouxa” e chama parte dos mato-grossenses de “analfabetos políticos” e “idiotas”.
Dayara gravou o vídeo ao comentar a reconstrução do Shopping Popular de Cuiabá, destruído por incêndio em 2024. Ela destacou valores do financiamento da obra e afirmou que o governo federal destinou cerca de R$ 10 milhões, enquanto o Governo de Mato Grosso aplicou R$ 15 milhões
A publicação circulou rapidamente nas redes sociais e dividiu opiniões. Usuários criticaram o tom ofensivo e as generalizações. Outros internautas defenderam a influenciadora e reforçaram o direito à liberdade de expressão no debate político.
Falas reforçam polarização e tensionam debate público no estado
Dayara criticou diretamente narrativas políticas locais e contestou acusações frequentes contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela afirmou que parte da população atribui ao presidente problemas estruturais, como buracos em vias e superlotação em unidades de saúde.
A influenciadora ampliou o alcance do debate ao associar essas críticas ao comportamento eleitoral em Mato Grosso. O estado mantém histórico recente de apoio majoritário a candidatos conservadores, o que intensificou a reação ao vídeo.
Declarações podem gerar questionamentos jurídicos e responsabilização
A legislação brasileira garante liberdade de expressão, mas impõe limites quando há ofensa à honra. O Código Penal prevê punições para crimes como injúria, difamação e calúnia, descritos nos artigos 138 a 140.
Ao direcionar termos ofensivos a grupos, Dayara pode enfrentar questionamentos jurídicos, dependendo da interpretação das autoridades e de eventual denúncia formal. O alcance do conteúdo e o impacto social influenciam essa análise.
Injúria ocorre quando alguém ofende a dignidade ou o decoro de outra pessoa, inclusive na internet, com palavras ou expressões ofensivas.
Sim, a lei garante liberdade de expressão, mas proíbe ofensas, acusações falsas ou ataques à honra.
O usuário pode usar ferramentas da própria plataforma, registrar ocorrência na polícia ou acionar o Ministério Público.



