A influenciadora Lilian Vasconcelos afirmou nesta quinta-feira (23) que paga impostos e negou crimes após virar alvo da Operação Aposta Perdida, deflagrada em Cuiabá. A Polícia Civil investiga um grupo familiar por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração de jogos de azar online.
Além de Lilian, a polícia incluiu como alvos o marido dela, Erison Coutinho, Jessica Orben Vasconcelos Magalhães e Wilton Vagner Vasconcelos Magalhães. A Justiça de Mato Grosso autorizou buscas em casas e empresas, bloqueios patrimoniais e outras medidas cautelares.
Em vídeo nas redes sociais, Lilian criticou a imprensa e disse que apenas divulgava plataformas digitais. Ela negou envolvimento com lavagem de dinheiro. A investigação continua e ainda não resultou em condenação judicial.
Justiça bloqueia contas, imóveis, veículos e perfis digitais
A Justiça determinou duas suspensões de atividades econômicas, dois bloqueios de perfis em redes sociais, cinco sequestros de imóveis e quatro apreensões de veículos. O Judiciário também reteve passaportes e bloqueou contas físicas e jurídicas.
Os investigadores calcularam em R$ 10 milhões o valor total indisponibilizado. Entre os bens aparecem veículos de luxo das marcas BMW, Land Rover e Porsche, além de imóveis considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
As medidas cautelares buscam preservar provas, impedir ocultação de patrimônio e garantir o avanço do inquérito. Os citados podem apresentar defesa no processo, conforme determina a legislação brasileira.
Polícia aponta promessa de lucro fácil e sinais de pirâmide financeira
Segundo a Polícia Civil, o grupo usava redes sociais para atrair participantes com promessas de ganhos rápidos e rendimentos elevados. Os investigadores identificaram características típicas de pirâmide financeira, dependente da entrada de novos usuários.
A apuração também identificou uso de empresas, movimentações fracionadas e compras de alto valor para dificultar rastreamento financeiro. A polícia ainda apura uso de “laranjas”, empresas de fachada e transações simuladas.
Os investigadores também destacaram o papel de influenciadoras digitais na divulgação das plataformas suspeitas. O padrão de vida ostentado pelo grupo chamou a atenção das autoridades.
A pessoa perde acesso ao valor determinado até decisão judicial.
Pode, se houver suspeita de fraude ou atividade ilegal.
Promessa de lucro rápido e indicação de novos membros são sinais comuns.




