Desde a manhã de domingo (3), equipes do Corpo de Bombeiros atuam de forma intensiva no combate a um incêndio florestal de grandes proporções que se espalha pela Serra do Rola Moça, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, seis equipes trabalham no local. Além disso, uma aeronave do Instituto Estadual de Florestas (IEF) dá suporte aéreo essencial. O vento forte, aliado à topografia irregular, dificulta a ação direta no solo e acelera a propagação do fogo.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 3, 2025
Força-tarefa se divide para conter dois focos simultâneos
Para agir com mais eficácia, os bombeiros dividiram a operação em dois fronts. De um lado, brigadistas enfrentam as chamas que avançam rumo à Serra Catarina. Do outro, o grupo tenta conter o fogo que se dirige ao Poço da Calçada, já no limite com Brumadinho. Como o acesso ao terreno é extremamente difícil, as equipes utilizam técnicas manuais, como abafadores e linhas de contenção. Nesse contexto, o uso da aeronave torna-se indispensável para alcançar áreas inacessíveis, impedindo que o incêndio se alastre ainda mais.
Biodiversidade sob ataque: fogo ameaça espécies em extinção
Além do impacto imediato, o incêndio ameaça seriamente a biodiversidade local. A Serra do Rola Moça abriga espécies ameaçadas, como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e o tatu-canastra. Dessa forma, a destruição da vegetação compromete não apenas o habitat desses animais, mas também o equilíbrio ecológico de toda a região. Segundo especialistas da UFMG, os danos causados por incêndios recorrentes têm reduzido drasticamente a capacidade de regeneração da flora e contribuído para o desaparecimento gradual de espécies nativas.
Crise ambiental se agrava com clima seco e descaso humano
Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Minas Gerais registrou um aumento de 47% no número de focos de calor em 2025, em relação ao mesmo período do ano passado. Embora o clima seco tenha agravado a situação, ações humanas como queima irregular de lixo, uso de fogo para abertura de pasto e invasões urbanas continuam impulsionando o avanço do fogo. Assim, especialistas alertam que a frequência e a intensidade das queimadas têm colocado em risco não apenas áreas protegidas, mas também a segurança de comunidades vizinhas.
Perguntas frequentes
A combinação entre estiagens prolongadas e ações humanas intensificou os focos de incêndio.
A serra funciona como refúgio para espécies ameaçadas e preserva nascentes vitais para a região metropolitana.
O governo estadual promete reforçar a fiscalização e investir em monitoramento aéreo, mas ainda enfrenta carência de recursos.



