Ibovespa opera misto ao meio-dia com siderúrgicas em alta e pressão sobre petróleo

O mercado financeiro brasileiro apresentou desempenho misto nesta quarta-feira, com ações ligadas ao setor siderúrgico entre os destaques positivos do Ibovespa, enquanto empresas do setor de petróleo e consumo registraram queda.

Entre as maiores altas do índice ao meio-dia, a Usiminas liderava os ganhos, avançando 3,93%, negociada a R$ 10,04. O Assaí também aparecia entre os destaques positivos, com alta de 2,74%.

Na sequência, Marcopolo subia 2,27%, Suzano avançava 2,26% e São Martinho registrava valorização de 2,04%.

O movimento positivo em empresas ligadas ao aço e papel e celulose ocorreu em meio ao acompanhamento do mercado sobre commodities e expectativas econômicas globais.

Já entre as maiores baixas do pregão, Natura recuava 2,69%, cotada a R$ 10,12. A Prio também operava em queda de 1,65%, refletindo a pressão recente sobre o petróleo no mercado internacional.

Cosan perdia 1,64%, enquanto Vibra recuava 1,54%. A CSN também aparecia entre as perdas, com baixa de 1,49%.

Entre as blue chips, Petrobras registrava queda de 1,36%, com PETR4 negociada a R$ 42,85. Já a Vale operava próxima da estabilidade, em leve alta de 0,22%, cotada a R$ 83,25.

O mercado segue atento ao comportamento das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, além das expectativas sobre juros nos Estados Unidos e movimentações das bolsas internacionais.

A queda do petróleo nos últimos pregões continua impactando diretamente empresas ligadas ao setor de energia, enquanto o setor siderúrgico encontra suporte na recuperação parcial de commodities metálicas e nas expectativas sobre demanda global.

Investidores também acompanham o comportamento do dólar e dos juros futuros ao longo do dia, fatores que seguem influenciando os ativos brasileiros.

Analistas avaliam que o mercado deve continuar operando com volatilidade diante das incertezas econômicas internacionais e das expectativas relacionadas às decisões dos principais bancos centrais do mundo.

Fabíola Maria Costa Silva

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