A tarde deste sábado (11) marcou um momento de horror em Agrestina, Pernambuco, quando um homem assassinou a tiros a frentista Emiliane Veríssimo enquanto ela trabalhava no Posto Monteiro, às margens da rodovia BR-104. Câmeras de segurança registraram toda a ação e mostraram o momento em que o suspeito, supostamente o ex-companheiro da vítima, parou o carro ao lado dela, efetuou os disparos e fugiu em seguida. Horas depois do crime, policiais encontraram o homem morto e levantaram a suspeita de que ele tenha tirado a própria vida após a execução.
Execução registrada por câmeras de segurança
As imagens mostram um carro branco parando próximo à bomba onde Emiliane trabalhava. A frentista cai logo após os primeiros tiros, e o agressor, ao descer do veículo, realiza novos disparos contra ela antes de fugir. A frieza da ação e o fato de ter ocorrido em plena luz do dia chocaram moradores e colegas de trabalho. O crime aconteceu em uma das áreas mais movimentadas de Agrestina, o que aumentou ainda mais o pânico entre os presentes.
Polícia confirma feminicídio e investiga detalhes do caso
A Polícia Militar isolou a área e confirmou a morte de Emiliane no local. A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) assumiu o caso e iniciou imediatamente as investigações para esclarecer o crime. O Instituto de Criminalística (IC) realizou a perícia na cena do crime, recolheu cápsulas deflagradas e analisou as imagens das câmeras de segurança para confirmar a dinâmica do assassinato. A Polícia Civil manteve o nome do suspeito em sigilo e investiga o caso como feminicídio.
Ex-marido é encontrado morto após cometer o crime
Horas depois do assassinato, a polícia encontrou o corpo do principal suspeito. Logo após o crime, ele fugiu e foi encontrado morto, em possível ato de suicídio. A morte encerra uma tragédia dupla e reforça o alerta sobre o avanço da violência doméstica no estado.
Feminicídios em Pernambuco preocupam autoridades
A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco registrou mais de 70 feminicídios em 2025, a maioria cometida por parceiros inconformados com o fim da relação. O caso de Emiliane se soma a essa triste estatística e reacende o debate sobre a necessidade urgente de políticas eficazes de proteção às mulheres e acompanhamento psicológico de vítimas de ameaças e agressões.
Perguntas frequentes:
A principal hipótese é de que ele não aceitava o fim do relacionamento.
Sim, as imagens mostram toda a ação, desde a chegada até a fuga do autor.
Sim, o caso mostra que ainda faltam mecanismos preventivos e de apoio às vítimas.



