Um homem identificado como André Alves de Brito, de 38 anos, foi executado com pelo menos 12 tiros na madrugada desta terça-feira (8) enquanto dormia em sua residência no bairro Jardim Tanaka, em Tangará da Serra. O crime, marcado por extrema violência, aconteceu na Rua 20, nos fundos do Fórum da cidade, e deixou a comunidade local em choque.
André havia deixado o Centro de Detenção Provisória da cidade há cerca de 60 dias, após cumprir pena de seis anos por homicídio. Mesmo em liberdade, ele usava tornozeleira eletrônica. Na noite anterior à execução, dois suspeitos já haviam tentado invadir a residência, mas fugiram quando a mãe da vítima gritou por socorro ao perceber a movimentação estranha.
Criminosos retornam com armamento pesado
Na noite do crime, dois homens encapuzados, cada um conduzindo uma motocicleta, voltaram ao local e invadiram a residência com precisão. Eles se dirigiram diretamente ao quarto onde André dormia e dispararam contra ele várias vezes, inclusive pelas costas. A perícia encontrou munições de diferentes calibres, entre elas de fuzil, o que indica a presença de armamento de uso restrito.
A mãe da vítima presenciou toda a cena, gritou por ajuda e entrou em estado de choque. Vizinhos acionaram o Corpo de Bombeiros, que ao chegar no local constatou a ausência de sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmou oficialmente o óbito. A brutalidade do ataque e o uso de armas de grosso calibre aumentaram a tensão no bairro e levantaram suspeitas sobre um possível acerto de contas.
Polícia investiga execução e busca autores foragidos
Equipes da Polícia Militar, da Polícia Judiciária Civil, da Perícia Oficial (Politec) e do Instituto Médico Legal (IML) atenderam a ocorrência. Os peritos recolheram o corpo para necropsia, e a polícia iniciou as investigações com base em relatos de testemunhas e imagens de câmeras próximas. A mãe da vítima também prestou depoimento, afirmando que a tentativa de invasão no dia anterior pode ter ligação direta com o assassinato.
Por fim os agentes da Polícia Civil já iniciaram a coleta de informações para localizar os autores, que continuam foragidos. A linha de investigação considera a hipótese de execução planejada, dada a reincidência do ataque e a escolha precisa do momento em que a vítima estava vulnerável.
Perguntas frequentes:
Porque ele havia deixado o presídio há cerca de 60 dias após cumprir pena por homicídio.
Ainda não. A polícia busca pistas e imagens que possam levar aos autores.
Sim, na noite anterior ao crime, mas a mãe dele impediu a invasão ao gritar por socorro.



