Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, morreu após sofrer um ataque a facadas durante a madrugada deste sábado (4), em um bar no bairro Jardim Planalto, em Confresa, a 1.160 quilômetros de Cuiabá. As forças de segurança prenderam José da Cruz Evangelista, de 63 anos, poucas horas depois do crime. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e mantém o suspeito preso à disposição da Justiça.
Discussão terminou em ataque dentro do bar
Segundo o boletim de ocorrência, Daiany e José discutiram dentro do estabelecimento por volta das 2h. Durante o desentendimento, José sacou uma faca e iniciou o ataque. O proprietário do bar tentou impedir a agressão, porém sofreu um corte superficial no braço direito ao proteger a vítima.
Logo depois, Daiany correu para um dos quartos anexos ao estabelecimento na tentativa de escapar. No entanto, José perseguiu a mulher e desferiu diversos golpes de faca, principalmente pelas costas. A vítima morreu antes da chegada da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que apenas confirmou o óbito.
Policiais prenderam o suspeito poucas horas após o crime
Após o assassinato, José fugiu do local. Imediatamente, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar iniciaram buscas e realizaram diligências ininterruptas. Poucas horas depois, os policiais localizaram o suspeito, efetuaram a prisão em flagrante e o levaram para a delegacia de Confresa.
Agora, José permanece preso e aguarda as decisões da Justiça. Enquanto isso, a Polícia Civil reúne provas, ouve testemunhas e apura todos os detalhes que cercam o feminicídio.
Lei prevê punição rigorosa para o feminicídio
O Código Penal Brasileiro enquadra o feminicídio como uma forma qualificada de homicídio quando o autor mata uma mulher em razão da condição do sexo feminino, especialmente em situações de violência doméstica, familiar ou menosprezo à condição da vítima.
A legislação também classifica o feminicídio como crime hediondo. A Justiça pode aumentar a pena quando identifica circunstâncias agravantes previstas em lei. Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público poderá oferecer denúncia contra o suspeito.




