A confirmação da morte de Flávio Roberto da Mata Pereira, de 33 anos, ampliou a preocupação sobre intoxicações por metanol em Mato Grosso. O óbito foi registrado neste sábado (06), no Hospital São Benedito, em Cuiabá, após dias de agravamento no quadro clínico e posterior constatação de morte encefálica. A família afirma que o estado de saúde piorou de forma progressiva desde a internação, enquanto exames laboratoriais confirmaram a presença da substância tóxica no organismo. Flávio se tornou a quarta vítima fatal em decorrência desse tipo de intoxicação no estado, o que intensifica o debate sobre riscos, rotas de consumo e medidas preventivas.
Caso grave reforça risco associado ao metanol
Flávio era natural de Nova Brasilândia e chegou à Capital transferido em 17 de novembro, já em estado crítico. A equipe médica iniciou protocolos de suporte intensivo, mas enfrentou complicações típicas de intoxicações por metanol, como falência metabólica e danos neurológicos severos. Na semana passada, os profissionais receberam o laudo toxicológico laboratorial que confirmou a presença da substância no organismo. O avanço rápido da deterioração clínica demonstrou a agressividade do metanol, que causa danos irreversíveis mesmo quando o atendimento ocorre de forma imediata.
Crescimento de ocorrências preocupa autoridades
Nos últimos anos, casos de intoxicação por metanol passaram a surgir com mais frequência em diferentes regiões do país, geralmente associados ao consumo de bebidas clandestinas ou à manipulação inadequada de produtos químicos. Em Mato Grosso, autoridades de saúde e segurança já investigam rotas possíveis de comercialização irregular e alertam a população sobre o risco extremo de ingerir produtos de origem desconhecida. O metanol pode provocar cegueira, convulsões, parada cardiorrespiratória e dano cerebral grave, especialmente quando a vítima demora a receber atendimento especializado.
Família busca respostas e reforça pedido de conscientização
A morte de Flávio mobiliza familiares e moradores de Nova Brasilândia, que agora aguardam esclarecimentos sobre a origem do metanol ingerido. Enquanto isso, a equipe médica reforça que a identificação precoce dos sintomas pode salvar vidas, já que o tratamento exige antídotos específicos e monitoramento contínuo em ambiente hospitalar. A repercussão do caso deve ampliar ações de fiscalização e orientar campanhas de prevenção voltadas para o consumo consciente.
Perguntas frequentes:
Sim, quando são produzidas de forma clandestina e sem controle sanitário.
Podem surgir entre 12 e 24 horas após a ingestão e evoluir com rapidez.
Sim, mas ele depende de diagnóstico precoce e acesso imediato ao antídoto hospitalar.




