Durante audiência na Comissão Mista de Orçamento (CMO), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, anunciou que o salário mínimo previsto para 2026 será de R$ 1.630. A declaração foi feita nesta terça-feira, 8 de julho, durante discussão do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o ano seguinte. Segundo a ministra, se confirmada, essa será a maior valorização real do mínimo em meio século.
O valor considera a política de reajuste implementada pelo governo federal, que leva em conta a inflação medida pelo INPC, somada ao crescimento real do PIB de dois anos anteriores. Com o PIB de 2024 estimado em cerca de 2,5%, o aumento promete garantir ganhos acima da inflação para os trabalhadores.
Salário mínimo mais alto em termos reais?
A ministra destacou que, considerando a correção inflacionária e o poder de compra, o valor de R$ 1.630 em 2026 superaria todos os pisos salariais dos últimos 50 anos. Isso inclui o período de hiperinflação no final dos anos 1980 e o início do plano real nos anos 1990, quando o salário mínimo chegou a perder completamente sua função de sustentação de renda.
O objetivo do governo com essa política é aumentar o consumo das famílias, aquecer a economia e reduzir desigualdades. A valorização do mínimo, no entanto, também levanta debates sobre seus impactos fiscais, já que influencia aposentadorias, pensões e benefícios como o BPC.
Impacto nas contas públicas preocupa parte do Congresso
Enquanto a medida agrada boa parte da população, parlamentares da oposição alertam para o risco de desequilíbrio fiscal. Como grande parte dos gastos obrigatórios do governo está atrelada ao salário mínimo, qualquer aumento real afeta diretamente o orçamento da União.
Para Simone Tebet, o desafio é manter o crescimento do mínimo dentro de um arcabouço fiscal responsável. Ela defendeu que, ao garantir previsibilidade com a nova regra de correção, é possível acomodar esse impacto nas projeções de médio e longo prazo.
O que muda para quem vive com o mínimo?
Se aprovado, o novo salário terá reflexos diretos na vida de mais de 54 milhões de brasileiros que recebem remuneração vinculada ao mínimo. Isso inclui trabalhadores formais, beneficiários do INSS e diversos programas sociais. O aumento pode representar um alívio importante diante do alto custo de vida.
Perguntas e respostas
- O salário mínimo de 2026 já está confirmado?
Ainda não. - Esse será o maior salário mínimo da história?
Em termos reais, corrigido pela inflação, sim. Superaria todos os valores dos últimos 50 anos. - Quem mais será impactado com esse aumento?
Trabalhadores de baixa renda, aposentados e beneficiários de programas sociais.



