Durante evento realizado nesta quinta-feira (24), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disparou uma crítica direta ao governador Romeu Zema (Novo), ao afirmar que o Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag) foi um verdadeiro “presente” ao chefe do Executivo mineiro.
Na fala, Haddad minimizou o protagonismo de Zema no avanço do Propag e atribuiu o mérito da aprovação da proposta a Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e nome de confiança do Palácio do Planalto. Segundo o ministro, o senador “conseguiu uma lei que ninguém imagina possível” graças à sua boa relação com Lula, numa clara sinalização de que o PSD pode se consolidar como aliado do PT em Minas Gerais para as eleições de 2026.
Pacheco ganha força como possível candidato ao governo de Minas
O tom elogioso usado por Haddad fortaleceu ainda mais as especulações em torno de uma possível candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo mineiro em 2026. A presença de Pacheco ao lado de Lula nesta visita ao Vale do Jequitinhonha reforçou os sinais de alinhamento.
Aliança PT-PSD em Minas pode redefinir cenário eleitoral
A aproximação entre Pacheco e o governo petista pode alterar profundamente o equilíbrio de forças em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Com a crise fiscal do estado ainda em pauta e a disputa pelo protagonismo político em curso, o embate entre Zema e os aliados do Planalto tende a se intensificar.
Perguntas e respostas
Por que Haddad chamou o Propag de “presente” para Zema?
Porque ele considera que o governador se beneficiou do programa sem ter contribuído diretamente para sua aprovação.
Rodrigo Pacheco será candidato ao governo de Minas?
Ainda não está confirmado, mas Lula já demonstrou interesse em lançá-lo como nome de confiança.
Qual o objetivo da aproximação entre Lula e Pacheco?
Fortalecer uma aliança política em Minas Gerais e enfraquecer a base liberal de Zema.









