O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou as redes sociais para questionar diretamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a realização de acampamentos em um raio de 1 km da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e das instalações militares em Brasília.
Proibição de acampamentos acende embate entre Judiciário e Legislativo
Em publicação feita no X (antigo Twitter), Nikolas escreveu: “Moraes revogou a Constituição?”. Sugerindo que a medida confronta diretamente o artigo constitucional que garante o direito à livre reunião.
No post, o parlamentar citou trecho da Constituição Federal que afirma ser garantido a todos “reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido aviso prévio à autoridade competente”. A fala repercutiu entre apoiadores e opositores do deputado, reacendendo discussões sobre o equilíbrio entre segurança institucional e liberdades individuais.
STF justifica medida com base em segurança e prevenção
A decisão de Moraes veio após manifestações lideradas pelos deputados Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-RO) em frente ao STF. Que estavam em protesto contra medidas judiciais impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes justificou a proibição com o argumento de que a medida visa “garantir a segurança pública e evitar novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023”.
A decisão também impede o acesso à área por outros parlamentares do PL, como Sóstenes Cavalcante (RJ), Cabo Gilberto Silva (PB) e Rodrigo da Zaeli (MT). A ação busca, segundo o STF, evitar que manifestações de cunho antidemocrático voltem a se instalar nos entornos de prédios públicos federais.
Liberdade de manifestação versus ordem institucional
A crítica de Nikolas evidencia o impasse entre o direito de livre manifestação e as medidas de segurança adotadas pelo Judiciário. Juristas ouvidos por veículos da grande imprensa avaliam que o artigo citado por Nikolas pode sofrer restrições quando há risco de violência ou atentado à ordem pública, conforme prevê a própria Constituição. Ainda assim, o episódio reforça a crescente tensão institucional entre setores do Legislativo e o Supremo Tribunal Federal, especialmente no contexto pós-8 de janeiro.
Perguntas frequentes:
Sim, em casos que envolvam riscos à ordem, segurança ou direitos de terceiros.
Não. Como parlamentar, ele tem imunidade por opiniões, palavras e votos.
Para evitar novos atos semelhantes aos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.



