Guia registra onça-pintada “pastando” capim após se alimentar de carcaça no Pantanal; veja vídeo

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Uma cena incomum chamou a atenção de turistas e amantes da vida selvagem no Pantanal de Mato Grosso. Uma onça-pintada apareceu em um vídeo enquanto comia capim às margens de um rio na região de Porto Jofre, área que concentra uma das maiores populações desses felinos no mundo. O guia de turismo e fotógrafo Ailton Lara registrou o momento durante um passeio com amigos.

O comportamento despertou curiosidade porque a onça-pintada ocupa o topo da cadeia alimentar e se alimenta principalmente de carne. Apesar disso, especialistas explicam que o consumo ocasional de vegetação faz parte da rotina de diversos animais carnívoros e não indica qualquer alteração incomum na saúde do felino.

A gravação rapidamente ganhou destaque entre observadores da fauna pantaneira. Além disso, o registro trouxe à tona um comportamento pouco conhecido pelo público e reforçou o quanto a natureza ainda guarda hábitos surpreendentes até mesmo em espécies amplamente estudadas.

O cheiro de carniça pode explicar a cena

Ailton Lara relatou que um forte odor de carne em decomposição dominava a área onde a equipe encontrou a onça. Embora ninguém tenha localizado uma carcaça, o guia acredita que o animal se alimentava de uma presa nas proximidades antes de aparecer mastigando o capim.

“Próximo dali tinha um cheiro de carniça, provavelmente de um animal que a onça estava comendo. Nós não chegamos a ver a carcaça, então é bem provável que isso tenha causado algum desconforto e ela estivesse comendo capim por razões farmacológicas mesmo. Os animais conhecem as plantas e seus efeitos”, relatou.

Os especialistas explicam que muitos animais utilizam recursos naturais para aliviar desconfortos digestivos. Dessa forma, a ingestão de determinadas plantas pode ajudar o organismo após refeições mais pesadas.

Felinos também utilizam vegetação

Pesquisadores observam esse comportamento em diferentes espécies carnívoras. Em muitos casos, os animais ingerem vegetação para facilitar a digestão, auxiliar a eliminação de pelos acumulados no sistema digestivo ou reduzir irritações estomacais.

Além disso, diversos estudos apontam que animais selvagens utilizam plantas específicas como forma de automedicação. Esse comportamento demonstra a capacidade que várias espécies possuem de identificar elementos benéficos presentes no ambiente natural.

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