Governador Mauro Mendes critica mercadinhos em penitenciárias e defende fim de regalias; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

O governador Mauro Mendes (União) defendeu o fim dos mercadinhos que existiam dentro das unidades penitenciárias do estado. Nesses comércios, os presos tinham acesso a bebidas alcoólicas e cigarros, o que o governador enxerga como um excesso.

“O estado fornece quatro refeições por dia lá dentro, refeições balanceadas. Custa caro. Não tem porque ter mercadinho lá, como existia e que vendia whisky, cerveja, cigarro, docinho. Não tem que ter isso lá dentro, não gente”, disse em entrevista para a rádio CBN Cuiabá.

O governador também enfatizou que a responsabilidade de um comportamento digno deve ser buscada fora das penitenciárias. “Se o cara quer beber whisky, cervejinha, cigarrinho, quer comidinha boa, fique aqui fora trabalhando e seja um cidadão decente, seja um cidadão honesto. O estado dá quatro refeições por dia, agora não tem que ter regalia lá dentro, não”, acrescentou.

Assembleia Legislativa aprova projeto, mas governador mantém posição

Na semana passada, a Assembleia Legislativa aprovou um projeto de lei que permite o funcionamento desses estabelecimentos dentro das cadeias. No entanto, a decisão final ainda depende do governador, que pode vetar a medida. Pelas suas falas, Mendes dá indícios claros de sua intenção de barrar o projeto.

A controvérsia reflete um debate maior sobre as condições oferecidas aos presos e até que ponto regalias são justificáveis. O governador argumenta que o fornecimento de refeições balanceadas é suficiente para atender às necessidades dos detentos, enquanto bebidas alcoólicas e cigarros representam um abuso.

A discussão deve gerar repercussão na sociedade, com setores divergindo entre a manutenção de direitos e a necessidade de limitar regalias para presos.

O que eram vendidos nos mercadinhos das penitenciárias?

Whisky, cerveja, cigarros e outros produtos.

Quantas refeições o estado fornece aos presos por dia?

Quatro refeições balanceadas.

Qual é a posição do governador em relação ao projeto aprovado pela Assembleia Legislativa?

Ele é contra e dá indícios de que vetará o projeto.

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