Gestante denuncia negligência em hospital de Tangará da Serra após bebê nascer roxa; veja vídeo

Vídeo

Uma gestante denunciou negligência médica e maus-tratos em uma unidade hospitalar de Mato Grosso após enfrentar recusas de atendimento, demora para internação e condutas que classificou como desumanas. A paciente procurou ajuda várias vezes entre a 39ª e a 42ª semana de gravidez. No parto, a bebê nasceu roxa.

O relato reacende o debate sobre parto humanizado, direito da gestante e responsabilidade da rede pública diante de sinais de risco materno e fetal. O caso exige análise de prontuários, oitivas de profissionais e eventual responsabilização administrativa, cível e criminal.

Gestante buscou atendimento várias vezes

A mulher informou que começou a passar mal ainda com 39 semanas de gestação. No sábado, ao sentir contrações, procurou uma UPA. Segundo ela, a médica não utilizou doppler para ouvir os batimentos cardíacos da bebê.

Ainda conforme o relato, a profissional afirmou que as dores eram normais naquela fase e orientou repouso em casa. Sem melhora, a paciente passou a madrugada chorando de dor e voltou a procurar ajuda nos dias seguintes.

Ela também afirmou que nenhum profissional havia escutado o coração da filha até os 39 semanas e 4 dias. Se confirmado, o fato pode indicar falha em protocolo básico de acompanhamento fetal.

Hospital manteve paciente em jejum

Na nova ida ao hospital, a unidade internou a paciente durante a madrugada. Pela manhã, a equipe determinou jejum às 8h. A gestante aguardou até as 16h30, mesmo com documentos assinados para cesariana e pedido de laqueadura.

Durante a espera, profissionais realizaram o terceiro exame de toque em menos de 24 horas, segundo a denúncia. A paciente classificou os procedimentos como invasivos e sem acolhimento.

À tarde, ao questionar novamente o direito de escolher a via de parto após 39 semanas, a médica respondeu de forma ríspida, segundo a gestante, dizendo que “essa lei não se aplicava em Mato Grosso”.

Cesariana saiu só na 42ª semana

A paciente informou que conseguiu a liberação da cesariana apenas ao completar 42 semanas, após atuação de uma médica da unidade básica de saúde. Mesmo com o pedido formal em mãos, o hospital tentou negar atendimento por superlotação, segundo ela.

A mulher chegou por volta das 15h e aguardou cerca de 40 minutos apenas para passar pela triagem. A unidade liberou a paciente somente às 19h45, após administrar soro e solicitar nova avaliação.

Mais tarde, perto da meia-noite, ela retornou ao hospital com perda de líquido, saída do tampão mucoso e dores intensas. Mesmo assim, ainda aguardou novo atendimento.

Bebê nasceu roxa no parto

A gestante decidiu insistir na internação ao perceber redução dos movimentos da filha. “Eu bati o pé e não saí de lá”, relatou.

No momento do parto, a bebê nasceu roxa. Em obstetrícia, esse quadro pode indicar sofrimento fetal e exigir atendimento imediato. Apenas perícia médica e análise documental poderão apontar causas e responsabilidades.

A paciente afirmou que não entende por que o hospital adiou tanto a resolução do parto. Segundo ela, profissionais também questionaram a demora.

Canais de denúncia em Mato Grosso

Pacientes podem denunciar casos semelhantes pelos seguintes canais:

  • Ouvidoria do SUS – Disque 136
  • Ministério Público de Mato Grosso (MPMT)
  • Defensoria Pública de Mato Grosso
  • Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT)
  • Ouvidoria estadual ou municipal de Saúde

A vítima deve guardar exames, receitas, nomes de profissionais, mensagens e solicitar cópia integral do prontuário médico.

Grávida pode escolher cesárea com 39 semanas?

Depende da legislação local, avaliação médica e condições clínicas da gestante e do bebê.

Hospital pode negar atendimento para gestante em trabalho de parto?

Não. Casos urgentes exigem triagem rápida e atendimento imediato conforme protocolos de saúde.

Bebê nascer roxo é sinal de problema?

Pode indicar dificuldade respiratória ou sofrimento fetal e exige avaliação médica imediata.

Mhylenna

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo