O GEFRON (Grupo Especial de Fronteira) apreendeu, na manhã desta segunda-feira (18), 50 quilos de pasta base de cocaína no Trevo do Lagarto, em Várzea Grande. Os agentes abordaram um micro-ônibus da Secretaria de Saúde de Curvelândia, que transportava pacientes para tratamento médico em Cuiabá. A droga estava escondida em três caixas de papelão no bagageiro traseiro.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 18, 2025
O cão farejador Tupã, do Canilfron, sinalizou o local exato onde os policiais encontraram os 50 invólucros da substância ilícita. As equipes atuaram dentro da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras, integrada à Operação Tolerância Zero, com foco em combater o tráfico na região que faz fronteira com a Bolívia.
Denúncia anônima levou ao flagrante
Os policiais receberam denúncias indicando que veículos oficiais de prefeituras vinham sendo usados para transportar drogas da fronteira até a capital. Com base nas informações, as equipes intensificaram a fiscalização nos acessos a Cuiabá.
Durante a abordagem, os agentes revistaram o veículo e, com o apoio do cão, confirmaram a existência da carga criminosa. A Polícia Civil já iniciou as investigações para identificar os responsáveis diretos pelo transporte da droga.
Polícia detém passageiros e abre inquérito
Os agentes encaminharam todos os passageiros, incluindo pacientes e o condutor do micro-ônibus, à Central de Flagrantes de Várzea Grande. A Polícia Civil vai apurar se algum servidor público participou do esquema ou se houve conivência da administração municipal.
Fontes da segurança pública afirmam que o uso de veículos públicos para atividades criminosas representa um grave desvio de função e um risco à integridade da população atendida pelo sistema de saúde.
Perguntas frequentes
Sim. Eles infiltram drogas em ambulâncias e micro-ônibus para burlar fiscalizações e parecerem legítimos.
Traficantes negociam essa quantidade por cerca de R$ 900 mil no atacado e lucram até R$ 4 milhões no varejo.
Sim. A polícia prende os envolvidos, o Ministério Público denuncia e o Judiciário condena com penas que podem ultrapassar 15 anos.


