O Fluminense se manifestou nesta sexta-feira (25) sobre a medida anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para encerrar a operação das bets no Brasil. O clube defendeu um período de transição caso as mudanças avancem e afirmou que uma interrupção imediata pode afetar contratos, receitas e atividades esportivas financiadas por patrocínios do setor. A medida anunciada pelo governo determina o encerramento das operações das plataformas e prevê a retirada voluntária dos saldos pelos apostadores até 5 de outubro, antes do bloqueio dos sites e aplicativos a partir do dia 6.
Clube cita contratos e estoque de uniformes
Na manifestação, o Fluminense reconheceu preocupações relacionadas ao endividamento e ao vício em apostas, mas pediu que eventuais mudanças considerem a segurança jurídica e os contratos firmados durante o período de regulamentação. O clube afirmou que assumiu compromissos financeiros para esta e para as próximas temporadas considerando receitas provenientes desse mercado. Como exemplo, informou que suas lojas possuem seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master. Para o Fluminense, uma alteração repentina poderia gerar prejuízos e atingir empregos ligados à cadeia econômica do futebol.
Fluminense alerta para mercado clandestino
Outro argumento apresentado pelo Tricolor envolve as plataformas clandestinas. O clube sustentou que a saída das empresas regulamentadas não necessariamente encerraria as apostas e poderia abrir espaço para operadores sem fiscalização, tributação ou mecanismos de proteção aos apostadores. O governo, por sua vez, já vinha ampliando mecanismos contra o mercado ilegal. Em 15 de setembro, a Secretaria de Prêmios e Apostas publicou uma portaria para fortalecer a identificação e a interrupção de transações financeiras relacionadas à exploração irregular de apostas.
Recursos também chegam a outras modalidades
O Fluminense também afirmou que as receitas provenientes das bets não financiam exclusivamente o futebol profissional. Segundo o clube, esses recursos ajudam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos. Além disso, o Tricolor citou a arrecadação tributária do setor e argumentou que mudanças precisam considerar o destino dos recursos atualmente provenientes desse mercado. “Defendemos, no mínimo, um período de transição adequado caso haja mudanças. O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa”, afirmou o Fluminense.
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