Faissal Calil nega irregularidades e diz que atuou apenas como advogado em caso investigado pela PF; veja vídeo

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Deputado afirma que participação em processo ocorreu no exercício da advocacia e rebate suspeitas da Operação Gemini

O deputado estadual Faissal Calil se pronunciou sobre a Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal, e negou qualquer participação em suposto esquema de venda de decisões judiciais investigado pelas autoridades.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que sua atuação no caso ocorreu exclusivamente no exercício da advocacia, profissão que exerce há cerca de 25 anos, especialmente na área do direito agrário.

Defesa baseada na atividade profissional

Segundo Faissal, ele foi contratado por uma empresa envolvida em uma disputa fundiária após a invasão de uma propriedade rural. De acordo com o deputado, seu trabalho consistiu em atuar judicialmente para garantir a reintegração de posse da área.

O parlamentar ressaltou que foi procurado por sua experiência profissional em questões agrárias e afirmou que não desempenhou qualquer papel ligado ao desembargador investigado na operação.

“Meu cliente me procurou como advogado especialista em direito agrário”, declarou.

Investigação apura suposto esquema

A Operação Gemini investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais envolvendo integrantes do Poder Judiciário. O nome de Faissal aparece nas investigações como um dos possíveis envolvidos apontados pelos investigadores.

O deputado, porém, rejeitou as acusações e afirmou que os valores recebidos pelos serviços advocatícios foram devidamente declarados e estão relacionados à sua atuação profissional.

Disputa por área rural

Durante a manifestação, Faissal explicou que o caso envolve uma propriedade que teria sido ocupada por terceiros. Segundo ele, seu cliente possuía decisões judiciais favoráveis, além de pareceres de órgãos públicos que sustentavam sua posição na disputa.

O parlamentar relatou ainda que a permanência dos ocupantes na área teria provocado prejuízos ao proprietário, incluindo autuações ambientais e multas milionárias.

Decisões favoráveis

Conforme explicou, o processo foi analisado por magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que teriam decidido de forma unânime a favor de seu cliente.

Faissal afirmou que diversos recursos foram apresentados pela parte contrária ao longo da tramitação, mas todos acabaram rejeitados pelas instâncias responsáveis.

Parlamentar diz confiar na investigação

Ao comentar o caso, o deputado afirmou que teve acesso ao conteúdo das investigações e declarou confiar que os fatos serão esclarecidos durante o andamento do processo.

Segundo ele, toda sua atuação pode ser comprovada pelos documentos constantes nos autos e pelo histórico profissional construído ao longo de mais de duas décadas de trabalho na advocacia especializada em questões fundiárias.

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