Um grupo passou a viralizar nas redes sociais após divulgar vídeos em que expulsa flanelinhas de ruas de São Paulo. As gravações mostram abordagens no entorno do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital, e também em vias próximas à Rua 25 de Março, no centro. Nas imagens, os integrantes discutem com os trabalhadores e retiram objetos usados para reservar vagas de estacionamento.
Os vídeos circularam rapidamente e chamaram atenção pela forma direta como o grupo age, sem a presença de agentes públicos. A repercussão levantou debates sobre legalidade, segurança e o papel do cidadão em situações que envolvem uso irregular de espaços públicos.
Vídeos mostram abordagens e retirada de caixotes
O influenciador Gabriel Piauhy divulgou as imagens e afirmou que o grupo decidiu reagir à atuação de flanelinhas em áreas de grande circulação. Durante as gravações, os participantes quebram caixotes e afastam os trabalhadores, alegando que ninguém pode “reservar” vagas em ruas públicas.
O grupo reúne pessoas ligadas a movimentos políticos de direita, incluindo Maria Gabriella Palumbo, conhecida como Gótica do MBL. Nas abordagens, eles afirmam que defendem o direito de motoristas utilizarem as vagas sem sofrer cobranças ou constrangimentos.
Internautas apoiam, mas ação gera debate
Grande parte dos comentários nas redes sociais aprovou a atitude e afirmou que motoristas sofrem intimidação ao estacionar em áreas movimentadas. Outros usuários, porém, criticaram a forma de abordagem e questionaram se o grupo não estaria assumindo uma função que cabe ao poder público.
Especialistas em segurança urbana costumam alertar que confrontos diretos podem gerar conflitos e colocar pessoas em risco, especialmente quando não há mediação policial.
O que diz a lei sobre flanelinhas
A atividade de flanelinha não é crime por si só. A Lei Federal nº 6.242/1975 reconhece a função como profissão. No entanto, a prática se torna ilegal quando há cobrança obrigatória, ameaça, extorsão, agressão ou reserva de vagas com cones, caixotes ou outros objetos.
A legislação determina que qualquer pagamento deve ser voluntário, como gratificação espontânea do motorista. Quando há constrangimento ou exigência, a conduta pode configurar crime.
Até o momento, não há confirmação de registros policiais relacionados às ações exibidas nos vídeos.
Perguntas e respostas
Não. A profissão é reconhecida por lei, desde que não haja cobrança obrigatória nem constrangimento.
Quando o flanelinha exige pagamento, ameaça motoristas, reserva vagas ou pratica agressões.
Não. A fiscalização e a repressão de irregularidades cabem aos órgãos públicos e à polícia.







