O ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, protagonizou um momento de emoção durante sua posse no Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo. Indicado ao cargo pelo governador Tarcísio de Freitas, o novo conselheiro relembrou sua trajetória no serviço público e não conteve as lágrimas ao mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem foi aliado e integrante do primeiro escalão do governo federal.
Um discurso marcado pela emoção e pela lealdade
Durante o discurso de posse, Wagner Rosário destacou sua gratidão a Bolsonaro e afirmou ter vivido um “período desafiador, mas transformador” à frente da CGU. O ex-ministro se emocionou ao lembrar do período em que trabalhou no governo e agradeceu pela confiança recebida. Em sua fala, evitou temas políticos diretos, mas ressaltou a importância de manter princípios éticos e transparência na administração pública.
“Passei anos defendendo o que acredito ser o certo, mesmo em tempos difíceis. Hoje, trago essa mesma convicção para o Tribunal de Contas”, disse Rosário, visivelmente comovido. A reação do novo conselheiro chamou atenção do público presente, composto por autoridades do Executivo paulista, membros do TCE e convidados do meio político.
Da CGU ao TCE: uma trajetória de peso na fiscalização
Antes de assumir o novo cargo, Wagner Rosário teve uma carreira consolidada no controle e combate à corrupção. Ele foi ministro da CGU durante quase quatro anos, atuando em auditorias e investigações de grande relevância nacional. Após deixar o governo federal, assumiu o cargo de controlador-geral do Estado de São Paulo, sob gestão de Tarcísio de Freitas — que agora o indicou ao TCE.
A nomeação reforça a aproximação política entre Tarcísio e Bolsonaro, já que o governador paulista tem mantido pontes com aliados do ex-presidente. Com sua entrada no Tribunal de Contas, Rosário passa a integrar uma das instituições mais importantes de fiscalização de recursos públicos do estado.
Política, técnica e expectativas para o futuro
A posse de Wagner Rosário simboliza mais que uma transição de cargo: representa também a permanência de uma ala técnica ligada à gestão bolsonarista em posições estratégicas. No entanto, analistas apontam que o desafio agora será equilibrar sua imagem política com a imparcialidade exigida pelo TCE.
Ao final da cerimônia, Rosário afirmou que pretende “trabalhar com serenidade e responsabilidade”, reforçando que o tribunal deve seguir como “órgão de controle, e não de perseguição”.
Perguntas e respostas
Porque relembrou sua trajetória ao lado do ex-presidente Bolsonaro e os desafios enfrentados na CGU.
Tarcísio o nomeou controlador-geral do Estado de São Paulo e foi responsável por indicá-lo ao TCE.
Manter a imparcialidade e a credibilidade técnica em um ambiente de forte influência política.



