O governo dos Estados Unidos condicionou uma eventual redução das tarifas impostas sobre produtos brasileiros à adoção de uma série de concessões em favor de empresas americanas. Segundo informações divulgadas pelo governo brasileiro, as exigências incluem mudanças em áreas comerciais consideradas estratégicas e foram classificadas pelo Palácio do Planalto como inaceitáveis durante as negociações entre os dois países.
Setores industriais estão entre os principais alvos
De acordo com as informações divulgadas, os Estados Unidos solicitaram que o Brasil reduzisse a zero as tarifas de importação sobre produtos dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. Além disso, os negociadores americanos também defenderam maior abertura do mercado brasileiro para empresas dos Estados Unidos.
As demandas também incluem pedidos antigos do governo americano, como a eliminação da tarifa sobre o etanol, a não regulamentação das plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações comerciais entre os dois países.
Governo brasileiro rejeita exigências
Integrantes do governo federal consideraram que as concessões solicitadas causariam prejuízos maiores ao Brasil do que os impactos provocados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Por esse motivo, classificaram a proposta como inaceitável e descartaram aceitar as condições apresentadas durante as tratativas.
Apesar da divergência, o governo brasileiro informou que pretende manter abertas as negociações diplomáticas. Segundo o Itamaraty e integrantes da equipe econômica, representantes dos dois países já realizaram dezenas de reuniões presenciais, videoconferências e contatos telefônicos desde o anúncio do tarifaço.
Tarifas seguem como foco das negociações
A nova rodada de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros continua sendo um dos principais temas da agenda comercial entre Brasília e Washington. Enquanto o governo brasileiro busca reduzir os impactos sobre as exportações nacionais, os Estados Unidos mantêm as exigências para ampliar o acesso de empresas americanas ao mercado brasileiro.
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