Etiópia entra em 2019 enquanto o resto do mundo vive 2026; Veja vídeo

Notícias Vídeo principal

Enquanto o calendário gregoriano marca 11 de setembro de 2026, a Etiópia celebra nesta sexta-feira (11) a chegada de 2019. A diferença não representa um erro de data, mas acontece porque o país utiliza um calendário próprio, diferente do sistema adotado pela maior parte do mundo.

Vídeo/Reprodução: Via X

A chegada do novo ano acontece durante o Enkutatash, tradicional Ano-Novo etíope. A celebração reúne famílias e inclui músicas, danças, roupas novas, flores e diferentes manifestações culturais realizadas em várias regiões do país.

Festas marcam chegada do novo ano

Em Addis Abeba e na região de Oromia, as comemorações também envolvem tradições da cultura Oromo, como Goobee e Shinooyyee. Essas manifestações marcam a chegada de Birraa, período associado à renovação.

As festividades reúnem canto, dança, jogos tradicionais e apresentações culturais. Durante o período de comemoração, milhares de pessoas participam das atividades e ocupam diferentes espaços para celebrar o início de um novo ciclo.

O Enkutatash, portanto, reúne elementos culturais e familiares que fazem parte da celebração do Ano-Novo na Etiópia. As tradições ajudam a preservar costumes que continuam presentes na vida cotidiana do país.

Calendário tem 13 meses

A diferença na contagem dos anos acontece porque a Etiópia mantém um sistema próprio de calendário. O modelo possui 13 meses: 12 deles têm 30 dias cada, enquanto o 13º, chamado Pagume, conta com cinco ou seis dias.

No calendário etíope, esta sexta-feira corresponde a 1º de Meskerem de 2019, primeiro dia do novo ano. Já no calendário gregoriano, utilizado no Brasil e em grande parte do mundo, a data corresponde a 11 de setembro de 2026.

Por que os anos são diferentes?

O calendário etíope mantém uma contagem que fica cerca de sete a oito anos atrás daquela utilizada no calendário gregoriano. Essa diferença ocorre devido aos sistemas distintos de cálculo e organização das datas.

Por isso, dizer que a Etiópia está em 2019 não significa que o país esteja “atrasado” no tempo. A população segue um calendário diferente, preservado como parte da cultura e utilizado em sua vida cotidiana.

A chegada de 2019, celebrada durante o Enkutatash, reforça justamente essa diferença cultural e mostra como diferentes sistemas de calendário podem marcar a passagem do tempo de maneiras distintas.

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Institucional