O delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, afirmou que a esposa do tenente Rennan Albuquerque será ouvida no curso das investigações que apuram a tentativa de homicídio contra um motorista de aplicativo, ocorrida nas imediações do Shopping Goiabeiras, em Cuiabá. A apuração concentra atenção no fato de o veículo usado no crime estar registrado em nome da mulher e na suspeita de falsa comunicação de furto feita ao 190.
Segundo o delegado, a investigação busca esclarecer se a proprietária do automóvel participou do registro de um suposto roubo do carro. Caio Albuquerque afirmou que somente o dono do veículo pode registrar esse tipo de ocorrência, fato que levou a polícia a ouvir a companheira do militar. O objetivo consiste em verificar eventual envolvimento na tentativa de mascarar o ocorrido.
Registro falso e retirada de placa entram no radar
As equipes da Polícia Civil apuram indícios de que o tenente informou falsamente o roubo do automóvel e retirou a placa do carro para dificultar a identificação e a apuração dos fatos. A conduta, se confirmada, caracteriza falsa comunicação de crime, infração que o investigado também deverá responder. A medida reforça a linha investigativa de que houve tentativa de ocultar a dinâmica do episódio após o confronto no trânsito.
Arma fora do padrão institucional agrava o caso
Uma perícia preliminar indicou que a pistola utilizada não apresenta características de armamento institucional da Polícia Militar de Mato Grosso. O delegado ressaltou que o porte de arma do tenente estava suspenso por decisão do Conselho de Justificação da corporação, o que agrava a situação jurídica do investigado. O fato de portar e usar uma arma nessas condições amplia a gravidade das imputações.
Reconhecimento da vítima e prisão preventiva
O caso teve início após um acidente de trânsito que evoluiu para discussão. Durante o desentendimento, o tenente teria efetuado disparos contra um motorista de aplicativo. A vítima recebeu socorro, sobreviveu e reconheceu o militar como autor dos tiros em depoimento à Polícia Civil. Diante dos elementos reunidos, a Justiça decretou a prisão preventiva de Rennan Albuquerque.
A investigação segue com a coleta de depoimentos, análises periciais e checagem de registros. A Polícia Civil pretende esclarecer a participação de cada envolvido e concluir se houve colaboração na comunicação falsa, além de definir responsabilidades penais conforme as provas.
Perguntas frequentes:
Porque o carro usado no crime está em nome dela e a lei exige que o proprietário registre ocorrências como furto.
Tentativa de homicídio e falsa comunicação de crime, entre outros possíveis desdobramentos.
O uso de arma fora do padrão institucional e o porte suspenso por decisão interna da corporação.








