Na manhã desta última quinta-feira (13), agentes da Polícia Penal de Rondonópolis (212 km de Cuiabá) interceptaram um drone que carregava celulares, acessórios eletrônicos, cigarros eletrônicos e até uma serra. O equipamento sobrevoava o Raio 3 da Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, conhecida como Mata Grande, quando a equipe antidrone local abateu o dispositivo aéreo antes que ele completasse sua rota criminosa.
Os policiais recolheram o drone e apreenderam os seguintes objetos:
- 5 celulares,
- 1 fonte de carregador,
- 2 fones de ouvido,
- 1 isqueiro,
- cigarros eletrônicos,
- 1 serra de aço.
Polícia Penal combate esquema cada vez mais sofisticado
As tentativas de invasão tecnológica têm se tornado rotina na penitenciária. Na semana passada, os agentes frustraram o envio de 16 celulares. Os criminosos usaram drones para lançar pacotes com os aparelhos, tentando burlar a vigilância do presídio.
O diretor da unidade reforçou o compromisso da equipe com a vigilância constante. Ele destacou que as equipes monitoram os perímetros interno e externo da prisão 24 horas por dia, com o apoio de equipamentos de bloqueio de sinal, sensores e patrulhamento reforçado.
Criminosos usam drones para abastecer internos com tecnologia e ferramentas
A presença de uma serra entre os itens apreendidos acendeu o alerta das autoridades penitenciárias. A ferramenta poderia permitir fugas ou facilitar ataques dentro do presídio. Os celulares, por sua vez, favorecem o comando de crimes de dentro das celas, um risco recorrente nas penitenciárias brasileiras.
Os criminosos agem com conhecimento estratégico, aproveitando brechas no horário de vigilância e usando tecnologia de ponta para lançar cargas no ponto exato dos blocos onde cumprem pena membros de facções criminosas.
Perguntas frequentes
Eles voam baixo, seguem rotas pré-programadas por GPS e carregam pequenos pacotes presos por fitas ou ganchos.
Os agentes apreendem o equipamento, registram a ocorrência e iniciam investigação para identificar quem pilotava.
Sim. A lei prevê pena superior a 5 anos por introduzir objetos proibidos em unidades prisionais.



