Criminosos sequestraram um empresário do agronegócio no domingo (12), em uma fazenda em Carlinda (MT), e liberaram a vítima horas depois. A Polícia Militar localizou um dos suspeitos, Vitor Andrey Sousa Costa, 22 anos, que morreu após confronto em Alta Floresta.
Homens armados invadiram a propriedade rural durante a tarde, renderam trabalhadores e obrigaram um funcionário a ligar para o patrão, simulando um acidente. O empresário atendeu ao chamado, chegou ao local e os criminosos o renderam e o levaram.
Grupo impõe extorsão sobre produção de soja
Os criminosos levaram a vítima até outra propriedade, onde funciona uma área de extração de areia. No local, os suspeitos afirmaram integrar uma facção criminosa e exigiram parte dos lucros da produção agrícola.
O grupo determinou que o empresário entregasse uma em cada três cargas de soja comercializadas. Após manter a vítima sob ameaça por algumas horas, os criminosos a colocaram em um veículo e a liberaram na cidade.
Polícia identifica suspeitos e localiza esconderijo
O empresário procurou a polícia logo após a libertação e forneceu informações detalhadas sobre os suspeitos, o veículo utilizado e o local onde o grupo escondeu armas. As equipes iniciaram diligências e encontraram armamento.
A investigação apontou que parte do grupo fugiu para Alta Floresta. Com base nas informações, equipes policiais seguiram até um imóvel indicado como possível esconderijo dos envolvidos.
Suspeito reage à abordagem e morre em confronto
Policiais cercaram o imóvel na noite de domingo. Ao perceber a chegada da equipe, Vitor Andrey tentou fugir pelos fundos da casa. Durante a abordagem, ele sacou uma arma e apontou contra os policiais.
Os militares reagiram e atiraram. A equipe socorreu o suspeito e o encaminhou ao Hospital Regional de Alta Floresta, mas ele não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil continua as investigações para localizar os demais envolvidos.
É quando criminosos sequestram alguém e exigem dinheiro ou vantagens para libertar a vítima.
A lei prevê de 8 a 15 anos de prisão, podendo aumentar conforme agravantes.
É possível ligar para o 181 ou procurar a polícia, com garantia de sigilo das informações.







