Empresário de Mato Grosso perde R$ 2 milhões após cair no golpe do novinho

Nos últimos meses, Mato Grosso tem enfrentado um novo golpe que combina sedução e extorsão virtual, conhecido como “golpe do novinho ou novinha”. Golpistas têm enganado vítimas principalmente por meio das redes sociais, explorando sua ingenuidade e desejo de atenção para, em seguida, extorqui-las de forma cruel e devastadora. O crime começa com uma falsa história de flerte, mas termina com ameaças de divulgação de imagens íntimas, caso o dinheiro não seja pago.

Como funciona o golpe do novinho

O golpe começa de maneira aparentemente inofensiva. O criminoso cria um perfil falso, geralmente atraente, e começa a interagir com a vítima nas redes sociais, como o Instagram. As conversas começam de forma casual e rapidamente evoluem para trocas de mensagens íntimas e imagens sensíveis, enviadas com a falsa segurança de que a visualização seria única.

No entanto, os golpistas capturam as imagens, usando um segundo aparelho, e começam a ameaçar a vítima. Muitas vezes, se passam por autoridades ou familiares fictícios, alegando que encontraram fotos íntimas de menores de idade e que um escândalo está prestes a ser revelado. Para aumentar a credibilidade, enviam fotos de policiais reais, como aconteceu com uma vítima que recebeu uma mensagem de um falso delegado.

Extorsão com ameaças reais

Após a captura das imagens, os golpistas começam a ameaçar as vítimas com a divulgação pública das fotos. Em uma das ameaças, um golpista exigiu R$ 1,5 mil de uma vítima para manter o segredo. Para aumentar a pressão, o suposto delegado alegava que o golpista precisava de tratamento psicológico imediato e que a família do “menino” estava desesperada.

Empresários também se tornaram vítimas desses criminosos. Durante a Operação Phantom, a Polícia Civil de Mato Grosso prendeu 13 pessoas envolvidas no esquema. Entre as vítimas, um empresário cuiabano perdeu cerca de R$ 2 milhões em transferências. Os golpistas se passavam por parentes ou autoridades e ameaçavam expor conteúdos íntimos, alegando que a vítima se envolvera com menores de idade.

O perigo da sextorsão

Esse tipo de crime é conhecido como “sextorsão”, onde criminosos obtêm imagens íntimas e depois as usam para coagir a vítima a pagar, ameaçando divulgar as fotos para a família ou amigos. O delegado Pablo Carneir, da Polícia Civil, alertou sobre o aumento desse crime, que afeta principalmente mulheres, que, por vergonha ou medo de exposição, acabam cedendo às exigências dos golpistas.

“Ao enviar imagens íntimas, a pessoa se coloca em risco. Muitos acabam não denunciando por vergonha”, explicou o delegado.

Perguntas frequentes

Como o golpe do novinho começa?

O golpe começa com um flerte falso nas redes sociais, onde o golpista ganha a confiança da vítima.

O que os golpistas fazem com as fotos íntimas?

Eles capturam as fotos, ameaçam a vítima com a divulgação e exigem dinheiro para manter o segredo.

É seguro enviar fotos íntimas por WhatsApp?

Não, qualquer imagem pode ser capturada, mesmo com visualização única, e usada contra a vítima.

Mhylenna

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